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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,23% em maio, índice 0,08 ponto percentual menor do que o resultado verificado em abril (0,31%).
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (8), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No acumulado dos últimos 12 meses – entre junho de 2008 e maio de 2009 -, o índice avançou 5,12%.
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Segmentos
De acordo com o Dieese, a grande pressão inflacionária partiu dos grupos Despesas Pessoais (6,65%) e Habitação (0,45%). Os grupos Alimentação (-0,34%) e Transportes (-0,33%), por outro lado, puxaram o índice para baixo no último mês.
Em Despesas Pessoais, o subgrupo fumo e acessórios apresentou alta de 15,91%, como consequência do aumento no preço do cigarro (16,24%), devido às alterações nas alíquotas do IPI, em maio, sobre este produto.
No grupo Habitação, as taxas foram distintas: locação, impostos e condomínio subiram 0,17% e operação do domicílio avançou 0,84%, mas conservação caiu 0,49%. A maior alta, de 3,89%, ocorreu em serviços domésticos, refletindo, de certa forma, o reajuste ocorrido no salário mínimo.
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A taxa do grupo Saúde (0,27%) reflete os aumentos do subgrupo assistência médica (0,37%).
IPI
Além da influência nos cigarros, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) também influenciou o grupo Equipamentos Domésticos (-0,70%), sendo que nos eletrodomésticos a queda foi de 1,44%, reflexo da baixa nos preços das máquinas de lavar (-3,94%), geladeira (-3,36%) e fogão (-2,92%).
Já as taxas negativas de Alimentação e Transportes são resultantes das quedas dos alimentos in natura (-1,42%) e do transporte individual (-0,46%).
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Destaques em 12 meses
Em 12 meses, os destaques ficaram com Despesas Pessoais (16,67%), Alimentação (8,43%), Educação e Leitura (8,33%), Habitação (7,13%) e Alimentação (5,52%). Já as menores variações foram detectadas nos grupos Equipamentos Domésticos (-1,15%), Vestuário (-0,06%) e Transporte (0,59%).
Em Despesas Pessoais, as maiores influências foram dos produtos de higiene e beleza, que tiveram alta de 9,03%, com destaque para sabonete (27,51%), desodorante (13,20%) e papel higiênico (9,88%). O subgrupo fumo e acessórios apresentou alta de 27,97%, por conta do aumento de 28,41% do cigarro.