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Custo de vida em São Paulo fecha 2010 com a maior alta desde 2004

ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo fechou o ano passado registrando alta de 6,91%, aponta Dieese

SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo fechou o ano passado registrando alta de 6,91%, a maior variação desde 2004, quando a inflação chegou a 7,70%.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (10), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segmentos
As principais pressões inflacionárias no decorrer de 2010 partiram dos grupos Alimentação (11,95%) e Habitação (6,68%). Também ajudaram a elevar o índice os grupos Educação e Leitura (5,48%) e Saúde (5,45%).

De acordo com o Dieese, dentro do grupo Alimentação, os maiores aumentos foram nos produtos in natura e semielaborados, que encareceram 16,70%. Itens como feijão (66,57%) e carne bovina (37,70%) se destacaram.

No caso da habitação, locação, impostos e condomínio (12,21%) e conservação (7,88%) puxaram a demanda inflacionária. Assistência médica (5,39%) e medicamentos e produtos farmacêuticos (5,74%) foram os responsáveis pela alta na saúde.

No grupo Educação e Leitura, por sua vez, houve variações distintas em seus dois subgrupos: enquanto educação teve alta de 5,90%, leitura teve queda de 1,13%.

Demais setores
No grupo Despesas Pessoais (4,72%) as taxas apresentaram disparidades entre seus subgrupos: higiene e beleza (3,30%) e fumo e acessórios (6,48%).

O grupo Transporte (4,25%), fechou o ano em 1,15%, para o individual, mas chegando a 11,96%, no coletivo. Nos demais grupos o ICV terminou assim: Vestuário (0,61%), Recreação (0,51%) e Equipamento Doméstico (-1,02%).

Análises
Dentre as outras análises efetuadas pelo Dieese, na comparação mensal, o ICV foi elevado, em dezembro, assinalando taxa de 0,65%. No entanto, houve um recuo de 0,39 ponto percentual em relação a novembro (1,04%),

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A Alimentação, com alta na de 1,54%, continuou a ser o grupo que registrou maior aumento. Outros dois grupos que pressionaram os preços foram Transporte (0,47%) e Habitação (0,28%).