Custo da cesta básica em São Paulo caiu 4,18% em julho

Valor da cesta na capital paulista registrado em julho é de R$ 162,15, a segunda mais cara depois da cesta de Porto Alegre, de R$ 166,23

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SÃO PAULO – A Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), referente ao mês de julho, revelou que a cesta básica do paulistano ficou mais barata no mês passado.

Cesta básica em São Paulo é a segunda maior

A queda apurada foi de 4,18%, fazendo com que seu valor ficasse na média de R$ 162,15. Em junho, o custo da cesta básica era de R$ 169,22. De janeiro a julho a alta acumulada é de apenas 2,15%. No acumulado do ano até junho este percentual era de 6,61%. Nos últimos 12 meses a alta chega a 20,43%.

Pela pesquisa, o custo da cesta básica em São Paulo passou a ser o segundo maior do país, já que Porto Alegre respondeu pela cesta mais cara em julho (R$ 166,23) apesar de ter registrado o menor recuo (-1,03).

Comparando o custo da cesta básica em São Paulo com o salário mínimo líquido, isto é, já descontado da parcela da contribuição à Previdência Social, no mês de julho a cesta do consumidor paulistano custava 73,16% de um salário líquido. Analisando o mesmo mês no ano passado, o custo da cesta respondia por 72,90% do mínimo. Em junho deste ano, este percentual era de 76,35%.

Café e manteiga levemente mais caros

O estudo do Dieese considera treze principais produtos que compõem a cesta básica do paulistano, sendo que dois mantiveram seus preços estáveis, como o leite in natura tipo C e a banana nanica e outros dois registraram pequenas elevações no preço, tal como o café (0,98%) e a manteiga (0,24%).

Os outros nove alimentos ficaram mais baratos no mês de julho, são eles: batata (-21,51%), feijão carioquinha (-14,13%), tomate (-12,65%), açúcar (-4,35%), óleo de soja (-2,95%), farinha de trigo (-2,82%), carne bovina de primeira (-0,80%), arroz agulhinha tipo 2 (-0,54%) e pão francês (-0,41%).

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Por último, o estudo destacou alguns produtos que acumulam altas mais expressivas nos últimos doze meses, como o arroz (71,96%), açúcar (67,09%), manteiga (51,67%), farinha de trigo (39,39%), óleo de soja (38,55%), café (38,61%), banana (28,33%), pão (25,52%), feijão (21,77%), carne (15,71%) e leite (10,53%). A batata (-6,90%) e o tomate (-6,45%) foram os únicos itens a apresentarem queda de preço no acumulado do ano.