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SÃO PAULO – A cultura do parcelamento foi, segundo especialistas, um grande motivador das compras no ano passado. E a tendência é que o consumo estimulado pela fácil concessão do crédito continue neste ano, com manutenção dos níveis verificados em 2007 ou flexibilização ainda maior dos empréstimos e financiamentos.
Espera-se que a liberação de dinheiro some R$ 1 trilhão em 2008. De qualquer maneira, conforme comentou Emilio Alfieri, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), pode haver uma modificação nessa tendência, caso haja reflexo das turbulências do mercado internacional na economia brasileira.
“Por enquanto, o comportamento dos consumidores não sofreu alterações substanciais, mas precisamos ter atenção sobre a crise norte-americana, a possibilidade de racionamento de energia e a inflação dos alimentos”, afirmou.
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Em São Paulo
As consultas ao SCPC Cheque (antigo UseCheque), que sinalizam as intenções de compra à vista, cresceram 7,8% nos 15 primeiros dias de 2008. Já as verificações ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que apontam as intenções de compras a prazo, aumentaram 6,9% no período. O movimento médio ficou em 7,8%. O movimento no comércio manteve o ritmo do de dezembro de 2007, quando o SCPC registrou aumento de 7,9% e o SCPC Cheque, de 7,7%.
“Aparentemente, as menores intenções de compra a prazo ainda são resultado do aumento do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] anunciado no início de janeiro. Os consumidores ainda estão verificando o que realmente mudou nas operações de financiamento, mas acho que é algo que deve ser normalizado ao longo do tempo”, adicionou.
Em 3 de janeiro, foi oficializado o reajuste em 0,38 ponto percentual na alíquota do IOF. Dessa forma, o imposto cobrado diariamente dos tomadores de crédito dobrou, de 0,0041% para 0,0082%.
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Além disso, toda vez que fizer um contrato de empréstimo e financiamento, a pessoa arcará com uma cobrança adicional de 0,38%.
No Rio de Janeiro
Pesquisa da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) divulgada na última quinta-feira (17) mostrou que praticamente 60% dos moradores da Região Metropolitana do Rio que possuem um plano de consumo para este ano pretendem fazê-lo por meio de um financiamento.
E a intenção é maior na renda mais alta, acima de seis salários mínimos: de 63,87%, contra 55,41% da população que ganha até essa faixa.
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De acordo com a federação, 56% dos fluminenses almejam uma aquisição em especial. Imóvel é a resposta mais recorrente (17%), seguida por carro (14,36%), faculdade ou curso particular (6,69%), eletrônico (5,72%) e viagem (5,23%).