Cultura da pobreza impede crescimento do patrimônio

De acordo com economista, brasileiro tem pensamento de que há algo em especial em não ter dinheiro, o que impede busca por melhores condições

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SÃO PAULO – No núcleo pobre das novelas, as pessoas são sempre mais felizes, enquanto no rico, impera a tristeza e a desonestidade. É com este pensamento que o brasileiro parece cultuar a pobreza, de acordo com a economista Eliana Bussinger, especialista em finanças pessoais.

“A cultura da pobreza no Brasil é algo sério. Parece que vamos sendo empurrados para crer que as pessoas ricas e bem-sucedidas são desonestas, corruptas e que há algo especial em ser pobre, sem perspectiva. A cultura de massa nos bombardeia com esse conceito”, disse.

Restrições

Mas pensar desta maneira pode trazer prejuízos aos brasileiros. Sem perspectivas, a pessoa passa a não poupar nem investir, o que impede a construção ou a ampliação de um patrimônio.

O dinheiro não deve ser visto como um mal, como a visão que diversos mitos passam, mas como um instrumento.

“O dinheiro é simplesmente um inteligente recurso encontrado pela sociedade moderna para se conseguir conhecimento, crescimento individual ou para se alcançar determinados objetivos, como a casa própria, o negócio próprio, a aposentadoria digna”, explicou Eliana.

Queira mais

Querer mais é bom, desde que você não prejudique ninguém para isso. Querer ganhar dinheiro não significa ser uma pessoa que só pensa no material, mas que quer conseguir alcançar seus objetivos, construir seu patrimônio e viver uma aposentadoria tranquila.

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É plenamente aceitável buscar dinheiro para ter a segurança financeira que ele oferece e para conseguir riqueza, não no sentido de ter o dinheiro sobrando em abundância, mas de possuir aquilo que se deseja com facilidade.