Crise e pouco financiamento aumentam inadimplência no Ensino Superior

Situação faz com que entidades busquem linha de crédito no BNDES; objetivo é ajudar IES de médio e pequeno porte

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SÃO PAULO – A crise financeira internacional e a inexistência de linhas de financiamento adequadas para os estudantes estão aumentando o nível de inadimplência no ensino superior, que chega a 22%, no vencimento da mensalidade, e a 7%, depois de mais de 90 dias de atraso. Os dados são do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo).

“Como o sistema particular tem como única fonte de receita a mensalidade paga pelos alunos, quando há desemprego, as instituições de ensino são diretamente impactadas, apresentando menor índice de rematrícula de seus alunos e menor quantidade de ingressantes”, afirma o presidente do Semesp, professor Hermes Ferreira Figueiredo.

Além disso, informou ele, em 2009, cerca de 41,5% das instituições privadas do estado de São Paulo registraram um número menor de alunos ingressantes, em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Financiamento

Na intenção de remediar tal situação, o Fórum das entidades representativas do Ensino Superior particular estão pleiteando uma linha de crédito ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Dessa forma, as entidades esperam conseguir financiamento para capital de giro e investimentos (obras, instalações, equipamentos e acervo de bibliotecas), bem como a alunos para custeio de seus estudos.

Ainda de acordo com Figueiredo, as instituições de pequeno e médio porte serão as principais beneficiadas, visto que representam 82% do ensino superior particular oferecido no país e compreendem 65% dos municípios atendidos pelo setor.

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“As principais beneficiárias da linha de crédito solicitada ao BNDES pelo setor particular serão as instituições de ensino superior de pequeno e médio porte (…) São essas instituições que, muitas vezes, para manter a sua prestação de serviços aos alunos, se veem obrigadas a deixar de investir em laboratórios e em bibliotecas e de adotar novas tecnologias de aprendizado, com evidente impacto tanto na melhoria da qualidade quanto no atendimento aos objetivos de crescimento das matrículas do Ensino Superior”.