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Coronavírus: aéreas brasileiras anunciam políticas especiais em voos comprados para a Itália

Procon-SP se colocou à disposição para ajudar consumidores que desejam cancelar ou alterar seus voos

Azul

Matéria atualizada às 23h05 com novas informações da Latam

SÃO PAULO – A propagação global do coronavírus e o aumento do número de casos na Europa, sobretudo na Itália, tem alterado os planos de viajantes no mundo todo.

No Brasil, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu “bom senso” dos brasileiros ao decidirem viajar ao país, que já registrou 21 mortes em decorrência do Covid-19.

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O Procon-SP se colocou à disposição para ajudar consumidores que desejam cancelar ou alterar seus voos e pacotes de viagens para a região alegando que as companhias aéreas e agências de turismo não podem se recusar a oferecer alternativas.

Diante do cenário, os principais players do país têm buscado alternativas para ajudar os seus clientes.

A Azul (AZUL4) está disponibilizando o reembolso integral da passagem para clientes com conexão em Lisboa ou Porto que tenham como destino ou origem a Itália.

A companhia segue com atendimento em seus canais oficiais para esclarecer dúvidas dos consumidores, por meio do aplicativo da empresa ou nos números 4003 1118 (para capitais e regiões metropolitanas) e 0800 887 1118 (para demais regiões).

Por sua vez, a LATAM esclareceu que, no caso específico de Milão, está flexibilizando as regras de remarcação e reembolso para os passageiros com viagem programada ao destino, que poderão optar por uma das seguintes opções sem multa:

  • Remarcação da passagem para voar de hoje até 15 dias após a data original do voo. Remarcação sujeita a disponibilidade do voo e não se aplicam diferenças tarifárias.
  • Remarcação da passagem para voar após 15 dias do voo original. Remarcação sujeita a diferenças tarifárias e validade do bilhete.
  • Alteração da origem/destino sem multa, sujeito a diferença tarifária e validade do bilhete.
  • Reembolso sem taxa.

Já a Gol (GOLL4), apesar de não adotar políticas específicas para a situação, reforça seguir as normas estabelecidas pelos reguladores.

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A empresa disse que segue acompanhando de perto a evolução do coronavírus no Brasil, e pontua que “toda a sua equipe de atendimento está a postos para sanar quaisquer dúvidas” na sua Central de Relacionamento (0300 115 2121).

Não muito diferente das companhias aéreas, a CVC (CVCB3) e a Decolar afirmaram não registrar grandes mudanças em função do avanço do coronavírus.

Ao InfoMoney, a CVC informou que oferece alteração ou reembolso nos pacotes de viagens seguindo as políticas dos seus fornecedores. No período, as viagens internacionais representam menos da metade de reservas e vendas da companhia por ser inverno no hemisfério norte.

Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) elevar o risco da epidemia de coronavírus para muito alto em todo mundo, a Decolar destacou não registrar impacto nas buscas e nem cancelamentos significativos de vendas ou reservas.

A empresa destacou que voos podem sofrer alterações pelas companhias aéreas por conta de restrições locais para conter o avanço do vírus, mas que “as mudanças serão informadas aos passageiros com antecedência”.

Em uma semana de baixas no Ibovespa, que acumulou queda de 8,37% nos últimos três dias, as ações da Azul, CVC e Gol caíram, até o momento, mais de 15%. O maior impacto são nos papéis da Azul, que, desde abertura da bolsa na quarta-feira de cinzas, caiu 24%, seguida pela Gol, 21,60% e CVC, 17%.

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