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SÃO PAULO – Os gastos com eletricidade devem subir cerca de 18% em 2002, em relação aos registrados no ano passado. A expectativa é do próprio Banco Central, que na última quarta-feira divulgou relatório com as estimativas de inflação para o ano.
Reajuste sobe de 15% para 18%
Para o consumidor que já esperava um forte reajuste para 2002, a notícia certamente não foi boa, uma vez que em abril o Banco Central apontava para um reajuste menor, de 15%. Contudo, a alta do dólar frente ao real, que somente no mês de maio subiu cerca de 6% em relação ao real, acabou forçando o BC a rever suas estimativas. Também foi revista a meta de reajuste para 2003, que passou de 12,7% para 13,6%. Apesar disso, o BC não aumentou suas projeções para o câmbio no final do ano, que seguem em R$ 2,50.
Gasolina deve cair 6,6% em 2002
Já as estimativas de reajuste da gasolina se mantiveram, com o BC estimando que os preços médios devam cair, me média 6,6% em 2002. A queda só é possível graças à forte redução dos preços nos meses de janeiro e fevereiro, quando o preço da gasolina chegou a cair 21,5% nas bombas. Por último, o gás de cozinha, que será reajustado a partir do dia 1º de junho em 9,2%, deve subir ainda mais em 2002. Isto porque o reajuste médio estimado pelo BC para 2002 é de 29%, dos quais apenas 26,1% já foram realizados.
Ao consumidor só resta esperar que as incertezas com a sucessão presidencial não levem o dólar a subir ainda mais, forçando o BC a rever novamente para cima suas expectativas de reajuste dos combustíveis. Enquanto isto só resta preparar o bolso para novos aumentos até o final de 2002.