Consumidores esperam queda nos preços do álcool, donos de postos não

Lobão afirmou que, com a redução da adição de etanol à gasolina, não haverá aumentos, mas quedas nos preços, "se possível"

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SÃO PAULO – O Governo espera que a redução da adição de etanol anidro à gasolina, anunciada na última terça-feira (11), provoque uma queda nos preços do álcool. Os consumidores também esperam um recuo, depois de sucessivas altas. Porém, essa não é a mesma percepção dos donos de postos de gasolina. 

Na última terça (11), o Governo reduziu, de 25% para 20%, a adição de etanol na gasolina. A medida passa a valer a partir de fevereiro. De acordo com a Agência Brasil, no entanto, os donos de postos não acreditam em queda dos preços. Ao contrário, eles afirmam que pode haver aumento, tanto do álcool, como da gasolina.

Outros argumentam, ainda, que faltam medidas para estimular o consumo do álcool pelos consumidores, já que a escolha pelo combustível parte deles. Há ainda os que acreditam que a medida só foi adotada por conta da pressão do mercado de combustíveis.

Sem aumentos
Contestando todas as previsões dos donos de postos, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou, na última terça (11), que não deve ocorrer elevações nos preços da gasolina por conta da redução da adição de álcool. Segundo ele, a medida deve, sim, provocar queda nos preços do álcool e também da gasolina.

“A gasolina é mais cara. Mas a diferença é tão pequena que, havendo redução no preço do álcool, compensará no caso da mistura”, afirmou o ministro, de acordo com a Agência Brasil. Lobão ainda enfatizou que a medida foi anunciada para evitar o desabastecimento e também para economizar álcool. “A tendência é a de que os preços não subam e que, se possível, haja redução”, ponderou.

Prazo
A adoção da nova mistura começa em fevereiro. Porém, após 90 dias, o percentual volta aos patamares atuais, de 25%. Para o diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) é preciso que esse prazo seja respeitado. “A disponibilidade de álcool anidro dará segurança ao consumidor por conta de migração do etanol hidratado para gasolina”, afirmou.

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A entidade espera que a redução resulte em uma oferta adicional de 100 milhões de litros de álcool por mês. O mesmo é esperado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Segundo ele, esse volume representa cerca de 7% do consumo de veículos flex no período.

Aumentos
O ministro Edison Lobão explicou que os aumentos sucessivos dos preços do álcool devem-se ao aumento do açúcar no mercado internacional e também às chuvas abundantes que fizeram com que o volume do combustível produzido no País diminuísse.