Consumidor pode economizar até R$ 1 mil ao ano com novas regras bancárias

Previsão é da Pro Teste; BC acredita que regras trarão redução nos custos das operações bancárias

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SÃO PAULO – De acordo com o chefe-adjunto do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, as novas regras bancárias, estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, podem reduzir os custos das operações bancárias, além de permitir que o consumidor tenha mais poder de escolha. Já para órgãos de defesa do consumidor como a Pro Teste – Associação de Consumidores, o cliente bancário pode economizar até R$ 1 mil ao ano, se prestar atenção às tarifas.

“A expectativa é que o consumidor possa, a partir de agora, ter mais informações sobre as tarifas que paga ao banco, verificar se usa realmente as tarifas”, afirmou a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, à Agência Brasil.

Segundo Dolci, o consumidor pode acessar na página do Banco Central informações sobre todas as novas regras bancárias e, para saber o valor das tarifas cobradas, os correntistas podem consultar também o site da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) ou as próprias instituições financeiras.

Outra dica é da supervisora de pesquisas do Procon-SP, Cristina Rafael Martinuessi, que aconselha ao consumidor só pagar por uma tarifa quando for necessário e tentar usar apenas o que é gratuito. “Existe um rol maior de produtos e serviços bancários que são gratuitos, que são os chamados serviços essenciais. O que acaba favorecendo o consumidor que tiver um bom controle do orçamento”, diz.

Faturamento

Dados do Banco Central mostram que, entre abril e junho, o faturamento dos bancos com serviços chegou a R4 14,4 bilhões, apresentando crescimento de 2,25%, em relação ao primeiro trimestre (antes da padronização das tarifas).

Segundo dados dos institutos de defesa do consumidor, até agora, não houve redução de gastos com tarifas bancárias. Ao contrário, os institutos afirmam que houve um “tarifaço” durante o período de adaptação às novas regras.

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Entretanto, para dos Anjos, o Banco Central controla e acompanha a efetividade das normas que são editadas e, conforme estudos preliminares, as novas tarifas estão surtindo efeito. “A nossa visão preliminar é que as novas normas têm surtido efeito”, afirmou.