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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) mostra que há diferença de 135,68% na cobrança de tarifas prioritárias dos bancos. O cliente chega a pagar entre R$ 177,48 (Banco do Brasil) e R$ 418,28 (Unibanco) nas 31 cobranças tidas como essenciais.
O Banco Central define como serviços prioritários a maior parte das operações que os consumidores realizam. Grande parte deles são cobrados como tarifas avulsas, isto é, aquelas que não estão incluídas no pacote de serviços e são as operações mais onerosas para o bolso.
A comparação foi feita pelo Idec depois de entrar em vigor, em 30 de abril, a resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que iguala a nomenclatura das tarifas.
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Serviços
Dentre as tarifas analisadas, estão as de renovação de cadastro, segunda via de cartão de crédito, fornecimento de talão de cheque, saque pessoal, depósito identificado e outros. A tabela abaixo mostra o valor da soma das 31 tarifas consideradas prioritárias em cada um dos nove bancos contatados:
| Banco | Valor |
| Banco do Brasil | R$ 177,48 |
| Bradesco | R$ 218,85 |
| CEF | R$ 312,40 |
| HSBC | R$ 380,15 |
| Itaú | R$ 331,10 |
| Nossa Caixa | R$ 266,40 |
| Banco Real | R$ 353,30 |
| Santander | R$ 347,20 |
| Unibanco | R$ 418,28 |
Fonte: Idec
Perfil do cliente
De acordo com a gerente de informação do Idec, Lisa Gunn, contratar estas tarifas individualmente costuma ser mais caro do que adquirir o pacote-padrão oferecido pelos bancos (confecção de cadastro para início de relacionamento, renovação de cadastro, oito saques mensais, quatro extratos mensais, dois extratos do mês imediatamente anterior e quatro transferências entre contas da própria instituição).
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“Apesar de as tarifas individuais serem mais caras, o pacote padrão também não vai ser interessante ao consumidor em 80% dos casos, porque cobre coisas básicas e não tem tantos serviços. O cliente vai acabar indo para outros pacotes do banco”, afirma.
A dica que a gerente dá, no momento da aquisição do pacote, é que o cliente analise o perfil de consumo dos serviços bancários.
O outro lado
Ao ser questionada sobre as novas mudanças em relação às tarifas bancárias, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que o consumidor que fizer o bom uso das informações – pesquisando e analisando preços de acordo com o próprio perfil – estará, sim, num contexto mais favorável.
Sobre as diferenças de preços descritas na pesquisa acima, a Febraban informou que isso é típico em um ambiente concorrencial.