Consumidor está mais otimista neste mês de agosto

Índice de Intenção do Consumidor (IIC) da Fecomercio-SP registrou alta de 0,05% em agosto frente a julho e de 14,15% em relação a agosto de 2002

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SÃO PAULO – A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) apontou para o aumento do Índice de Intenção do Consumidor (IIC) neste mês de agosto. A alta apurada do IIC foi de 0,05% frente ao mês anterior, e 14,15% frente ao mês de agosto do ano passado.

De acordo com a pesquisa, o aumento do índice foi motivado pela melhora do otimismo do consumidor em relação ao cenário atual, com alta de 1,67% frente a julho e de 1,80% na comparação com agosto do ano passado. Vale lembrar que este componente responde por 40% da composição do índice.

No longo prazo, as perspectivas dos consumidores foram 0,66% menores em relação ao mês de julho, embora tenham registrado um crescimento da ordem de 20,74% na comparação com agosto de 2002. Por sua vez, este componente representa 60% do IIC e mensura o ânimo do consumidor para os próximos 12 meses.

Preocupação com o desemprego diminui

De acordo com a Fecomercio o aumento do índice de intenção do consumidor pode refletir na reativação da economia através do consumo, pois se espera que em um prazo médio de 60 dias o consumidor comece a voltar às compras.

Segundo o diretor-executivo da Fecomercio-SP, Antônio Carlos Borges, a estabilidade da inflação, as discussões acerca das reformas e relativa tranqüilidade em relação ao cenário internacional são fatores que influenciam no otimismo do consumidor.

Além disso, pelo estudo foi possível notar que a preocupação com o desemprego também caiu entre os entrevistados, passando de 27,89% para 25,78% de julho para agosto. Borges lembra que o fator desemprego é um dos que mais pesam para manter o otimismo do consumidor.

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Celular e automóvel entre os preferidos

No que se refere aos objetos de desejo dos consumidores, o celular e o automóvel são os itens mais almejados pelos consumidores. Não é preciso nem ressaltar a diferença de preço entre os dois objetos de desejo.

Neste sentido, essa diferença justifica o fato de o celular ser mais desejado pelo público com renda inferior a dez salários mínimos (R$ 2,4 mil). Isto porque fica sub-entendido que aqueles com maior poder aquisitivo já possuem um aparelho celular. Entre os que desejam comprar um automóvel, a pesquisa detectou uma maior intenção entre aqueles cuja renda média é superior a dez salários mínimos.

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