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SÃO PAULO – As mudanças nas classes sociais causadas pelo aumento na renda explicam o crescimento no interesse dos brasileiros pelos consórcios, segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios). Dados divulgados pela entidade nesta terça-feira (5) mostram que, entre janeiro e agosto deste ano, o número de novas contratações cresceu 7,8%.
No ano passado, a Abac havia registrado a entrada de 1,29 milhão de consorciados nesse mesmo período, número que passou para 1,39 milhão neste ano.
Entre os fatores que explicam as alterações, está a migração de 30% da classe D para a classe C e a absorção contínua de um contingente da classe E, que provocou um aumento substancial das categorias de produtos consumidos, afirma a Abac, baseada em um estudo do Instituto Data Popular. A classe D com 68 milhões de habitantes, por exemplo, já consumiu 6,5% mais móveis e eletrodomésticos que a classe B.
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“Os fatos constatados nessa pesquisa retratam oaumento da renda da base da pirâmide tanto agora como no futuro. Algo que explica a procura e o consumo de vários produtos via consórcio”, declarou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Números do setor
Ao encerrar o oitavo mês de 2010, a Abac registrou um total 3,93 milhões de consorciados, uma alta de 4,8% sobre os 3,73 milhões contabilizados há um ano.
Também cresceu o número de contemplações: foram 648,2 mil neste ano, contra 624,1 mil realizadas de janeiro a agosto do ano passado – um aumento de 3,9%.