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SÃO PAULO – Segurança no emprego e economia aquecida têm levado os brasileiros a aumentar seu interesse pelos consórcios. Dados da Abac (Associação Brasileira de Administradores de Consórcios), divulgados nesta terça-feira (14), mostram que, no primeiro semestre deste ano, o número de novas contratações cresceu 10,1%. Enquanto no ano passado a entidade registrou a entrada de 926 mil consorciados, no mesmo período deste ano foram 1,02 milhões de novos contratos.
“Diversos fatores contribuíram para esse crescimento, como a inexistência de juros, as novas modalidades de utilização do FGTS no consórcio de imóveis, a maior presença das classes C e D, o planejamento do consumidor e seu questionamento sobre a necessidade imediata ou não da aquisição do bem”, declarou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Números do setor
Ao encerrar o primeiro semestre de 2010, a Abac registrou um total 3,88 milhões de consorciados, uma alta de 6% sobre os 3,66 milhões contabilizados há um ano.
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No período também cresceu o número de contemplações: foram 477,6 mil neste ano, contra 465,8 mil realizadas de janeiro a junho do ano passado – um aumento de 2,5%.
Automóveis e imóveis
O aumento na renda média dos brasileiros está refletindo na mudança de comportamento do brasileiro, que tem transformado pate de seu salário em consórcio. “Ao adquirir um carro ou um imóvel, o consumidor analisa e compara os custos e busca fazer o melhor negócio patrimonial”, lembra a Abac.
Um exemplo dessa atitude está no crescimento do valor médio de uma cota de automóvel. Em junho do ano passado, ele era de R$ 27,7 mil, enquanto em junho deste ano chegou a R$ 39,7 mil.
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“Seja na ampliação dos negócios, seja no crescimento do valor médio da cota, a procura pelo mecanismo mostra-se cada vez mais presente na vida do brasileiro”, concluiu o presidente da Abac.
das vendas de cotas de consórcios de automóveis e imóveis tem sido a principal influência para o crescimento do volume de negócios. Somente as novas negociações de veículos leves registraram um aumento de 39,4% nos primeiros cinco meses deste ano, ante o mesmo período do ano passado.
Com relação aos imóveis, as novas comercializações somaram 92,5 mil de janeiro a maio – crescimento de 16,2% frente aos 79,6 mil novos contratos nos cinco primeiros meses de 2009.