Confiança do consumidor volta a cair em junho

De acordo com a ACSP, o INC passou de 130 para 129 pontos no intervalo de dois meses. No Sul, população está pessimista, marcando 86 pontos

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SÃO PAULO – O consumidor brasileiro voltou a ficar menos confiante em junho. De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, o Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INC), após romper uma seqüência de quatro quedas seguidas em abril último, quando subiu para 132 pontos, voltou ao seu ritmo anterior: entre o quinto e o sexto mês do ano, houve queda de 130 pontos para 129 pontos.

O estudo, feito pela Ipsos Public Affairs e divulgado nesta quarta-feira (11), mostra que essa variação representa uma diferença de um ponto percentual na passagem dos dois meses. Abaixo de cem pontos, o resultado demonstra pessimismo.

Destaque

Segundo a pesquisa, que ouviu mil pessoas em 70 cidades do País, a região com pior desempenho é a Sul: foram marcados, em junho, 86 pontos, contra 99 pontos do mês anterior. A localidade é a única onde os moradores estão pessimistas.

No Nordeste a queda foi de 131 para 128 pontos, enquanto que, nas regiões Norte/Centro-Oeste houve redução de dez pontos, passando de 143 para 133 pontos. Apenas no Sudeste houve alta: de 136 para 142 pontos, no intervalo de maio e junho.

Situação atual

Ainda de acordo com o levantamento, a média de pessoas que consideravam muito forte a economia da região onde vivem caiu de 41 para 38 pontos entre os dois meses. A média das que a julgavam muito fraca passou de 35 pontos para 36 pontos.

Quando o assunto era situação financeira pessoal, a média dos que a consideram muito boa foi de 38 para 36 pontos, enquanto as respostas “muito ruim” subiram de 36 para 38 pontos.

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Expectativas para o futuro

A média de pessoas que achavam que a economia da região em que vivem estará muito mais forte nos próximos seis meses subiu de 37 para 38 pontos, no mesmo período, e a média das que acham que ela estará muito mais fraca se manteve em 17 pontos.

Já a média das pessoas que disseram achar que sua situação financeira pessoal estará muito melhor daqui a seis meses caiu de 57 para 55 pontos em junho, enquanto que a média de quem considera que ela estará muito pior passou de 8 para 9 pontos.