Concessão de crédito cresce 17% em três anos; ritmo é sustentável

De acordo com a consultoria Tendências, a situação dos empréstimos e financiamentos no Brasil começa a se aprofundar

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SÃO PAULO – A constante ampliação de crédito ao consumidor é uma tendência sustentável, o que exclui riscos de choque entre oferta e procura. A avaliação é de especialistas da consultoria Tendências, que citaram o aumento de 17% da concessão real média de dinheiro nos últimos três anos.

Conforme o texto assinado por Ana Carla Abrão e Denis Blum, a situação dos empréstimos e financiamentos no Brasil começa a se aprofundar no sistema financeiro nacional. “Dessa forma, é de se esperar que se mantenha a evolução do mercado de crédito brasileiro”, explicaram.

No PIB

Na avaliação da consultoria, a tendência é de aumento da proporção de dinheiro concedido em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Vale lembrar que, segundo a Confederação Nacional das Indústrias, em dezembro de 2005, a proporção de crédito em relação ao PIB era de 28,1%. No quarto mês deste ano, atingiu 32%.

Consignado e imóveis

Ana Carla e Blum afirmam que essa melhora no cenário pode ser explicada por avanços institucionais mais claros, como a implementação do crédito consignado e os avanços do financiamento imobiliário.

Para que se tenha uma idéia, no caso do empréstimo com desconto em folha, apenas aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) já realizaram 18,990 milhões de operações, entre 2004 e junho deste ano, somando R$ 25,4 bilhões.

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Quanto ao crédito para a compra da casa própria, as novas operações contratadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 1,4 bilhão no sexto mês do ano, o que significa um aumento de 56,14% sobre junho de 2006.

Expectativa de aumento

E, aparentemente, o brasileiro tomará mais dinheiro emprestado. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (17) pela Serasa mostrou que 82% das empresas acreditam que haverá um crescimento da oferta de crédito para pessoa física, entre julho e setembro, enquanto 85% citam que isso ocorrerá com a jurídica, no mesmo período.

O aumento médio do crédito para consumidor esperado para o terceiro trimestre é de 13,2%, e para as empresas, 12,3%.