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SÃO PAULO – Pagar antecipado por um produto comprado na internet pode causar certos prejuízos no futuro. Por isso, é preciso cautela. Imagine a situação de gastar uma quantia por algo em promoção, que está mais barato do que na loja, mas perder este dinheiro porque a empresa online ou o site eram falsos?
Este valor poderá fazer falta no final do mês em seu orçamento. Segundo o presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net), Manuel Matos, o comércio eletrônico cresceu 311% nos últimos cinco anos, e esse avanço tem atraído golpistas.
Para Matos, a expectativa da entidade é chegar a pelo menos R$ 3,9 bilhões em 2006, com uma movimentação financeira 64% superior a do ano passado. “Com todo esse sucesso, é natural que alguns tentem se aproveitar”, esclarece.
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Cartão de crédito
De acordo com o presidente, ao pagar com cartão de crédito, o consumidor tem a possibilidade de travar a operação, caso o produto solicitado não seja recebido. Além disso, as empresas operadoras de cartões de crédito selecionam os estabelecimentos em que vão instalar a forma de pagamento.
Por isso, uma dica para não cair na armadilha de golpistas é optar por lojas que aceitem cartão de crédito. “Os sites que aceitam este meio de pagamento são considerados mais confiáveis”, disse Matos.
Orientações
O site Movimento Internet Segura (MIS) recebe uma média de 100 mil acessos mensais de internautas em busca de informações sobre como se prevenir destas fraudes e de empresários, sobre como garantir segurança nas operações de compras online para seus clientes.
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A MIS dá as seguintes orientações para os compradores online, em caso de problemas:
- organizar as evidências sobre a compra na loja;
- fazer um breve relato escrito sobre o ocorrido;
- denunciar em órgãos públicos de defesa do consumidor, caso a própria loja não resolva o problema;
- abrir uma queixa criminal;
- denunciar em órgãos de comunicação.