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SÃO PAULO – Ao que tudo indica o preço da gasolina não deve ser reajustado neste final de semana conforme inicialmente previsto, mas somente na semana que vem. O reajuste havia sido previsto para sexta-feira (15/02) passada e acabou sendo vetado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso por falhas na comunicação entre a diretoria da empresa, o Ministério de Energia e o presidente.
Percentual de reajuste pode ser mais alto
A razão para o adiamento do reajuste de petróleo deve se exclusivamente ao fato de que a área técnica responsável pela determinação do percentual de reajuste do combustível ainda não deu seu parecer final sobre o assunto para a direção da empresa.
Inicialmente a expectativa era de que o reajuste ficasse entre 1,68% e 2,28%, mas já se especula um aumento de até 5%. Apesar de uma reunião que durou o dia inteiro nesta quinta-feira ainda não havia uma posição final sobre o reajuste e sobre a partir de quando ele começaria a vigorar.
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Presidente será comunicado antes do anúncio
Para evitar situações constrangedoras como as que aconteceram no final da semana passada o presidente da Petrobras, Francisco Gros, confirmou que irá notificar o presidente Fernando Henrique sobre o percentual de reajuste antes de anunciá-lo ao público. Contudo, Gros lembrou que o fato de notificar o presidente não significa que esta possa influenciar de alguma forma a decisão, que fica a critério exclusivo da própria Petrobras.
Na última sexta-feira o presidente havia vetado o aumento alegando que nem ele nem o presidente da própria Petrobras, Francisco Gros, estavam cientes da decisão. Esta informação foi depois negada pelo próprio Gros que assumiu a culpa por não ter informado o presidente Fernando Henrique. No último comunicado do Governo foi afirmado que o presidente concorda com o reajuste, mas gostaria que ele ficasse abaixo do percentual inicialmente anunciado.
Liberação dos combustíveis importados provoca alta
Desde o dia 1º de janeiro novas regras passaram a vigorar para o cálculo do reajuste dos combustíveis, como a liberação dos combustíveis importados, que inclusive foi utilizada como argumento por José Jorge para a liberação do reajuste da gasolina. Com a entrada dos produtos estrangeiros no mercado, o preço do combustível ficará a critério dos técnicos da Petrobras sem que com isto seja necessária qualquer intervenção do Governo.
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Para o consumidor isto significa que flutuações do preço do barril do petróleo no mercado internacional ou do câmbio no mercado doméstico poderão implicar em novos reajustes do preço dos combustíveis. Por isto é preciso se acostumar com a nova situação e preparar o bolso para eventuais altas do dólar ou do petróleo.
Apesar disso o novo reajuste não parece justificável visto que o consumidor ainda não se beneficiou do repasse integral da redução de 25% no preço cobrado às refinarias. Depois de muita pressão Governamental alguns postos começaram a repassar este desconto, mas este repasse mal havia começado e a Petrobras já anunciou um novo aumento. Como sempre acontece as reduções no preço demoram a ser repassadas para o consumidor final, o que já não acontece com os aumentos. Mais uma vez não resta ao consumidor nada além de apertar mais uma vez o cinto e enxugar o orçamento para absorver a nova alta dos combustíveis.