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SÃO PAULO – O mercado acredita que ainda nesta semana possam ser anunciados reajustes no preço dos combustíveis, de forma a compensar as perdas acumuladas nos últimos meses, uma vez que apesar da alta do petróleo no mercado internacional e desvalorização do real, os preços dos combustíveis permaneceram estáveis no mercado doméstico. Como a defasagem em alguns preços é grande, como a gasolina, a expectativa é que os reajustes sejam feitos em etapas e não de uma única só vez.
Gasolina pode ser reajustada em 10%
Como nas últimas semanas o petróleo tem recuado no mercado internacional devido, sobretudo, ao menor risco de conflito entre EUA e Iraque, as estimativas de defasagem dos preços dos combustíveis variam bastante. Nos últimos 30 dias o petróleo já recuou 11%, mas apesar disto a alta acumulada no ano ainda é de 29%.
Desta forma, a defasagem estimada pelas distribuidoras varia entre 22% e 41%, mas existe um certo consenso de que um reajuste de 10% deva ser anunciado em breve, talvez ainda nesta semana. No caso do diesel, a defasagem estimada varia entre 33% e 43%, o que não incluiria a cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) fixada em R$ 0,5011 por litro de gasolina e R$ 0,1578 por litro de diesel.
Segundo o analista do BBV, Rony Stefano, apesar da defasagem, a Petrobras não chega a perder dinheiro com a gasolina, mas deixa de ganhar já que a produção da empresa é colocada integralmente no mercado doméstico. Contudo, a empresa perde no diesel, pois importa mais caro e vende mais barato. O analista estima que o reajuste da gasolina deva ficar entre 5% e 7% e do diesel em 7%, em um primeiro momento.
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