Combustíveis: aumento fica acima do previsto pela ANP

Gasolina deveria fica 1,6% mais cara na bomba e diesel 3,8%, mas dados da ANP constatam aumento de, respectivamente, 2,58% e 4,29%

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SÃO PAULO – Desde o último dia 15 os motoristas estão gastando mais com combustível. Aguardado por algum tempo, o reajuste no preço dos combustíveis acabou saindo há exatos dez dias, e como sinalizou o próprio ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é possível que os preços voltem a subir até o final de 2004.

Mesmo com o dólar abaixo dos R$ 3,00, e bastante pressionado, o fato do barril do petróleo se manter acima dos US$ 50, certamente aumenta as chances de um novo aumento. Pior para os motoristas, que, de qualquer maneira já estão pagando mais do que previa a ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Aumento acima do esperado

Quando anunciou os reajustes, no último dia 15, a ANP informou que apesar do aumento nas refinarias ser de 2,4% para a gasolina e 4,8% para o diesel, na bomba o reajuste seria menor, de 1,6% e 3,8%, respectivamente. As previsões assumiam a manutenção das margens de distribuição e revenda, preço do álcool e ICMS praticados atualmente.

Segundo dados da própria ANP referentes ao preço médio dos combustíveis na semana do dia 17 a 22, o que se verifica é que o litro da gasolina se encontra em R$ 2,19 e o do diesel em R$ 1,556. Portanto, na comparação com os preços praticados antes do reajuste implica em um aumento de 2,58% da gasolina e 4,29% do diesel. Mais ainda, o litro do álcool também subiu 3,2% e agora se encontra em R$ 1,374.

Reajuste é maior em SP

Enquanto em São Paulo o reajuste da gasolina foi ainda maior de 2,9%, no Rio de Janeiro ele ficou abaixo do esperado, em 1,77%. O Estado onde o litro de gasolina é mais caro é o Mato Grosso, onde o litro da gasolina custa R$ 2,592. Já na Paraíba se encontra a média nacional mais baixa, com o litro custando R$ 2,11.

Na visão do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia, a constatação de que os reajustes ficaram acima do previsto não surpreende. Segundo ele, nas primeiras semanas após os reajustes os preços às vezes sobem um pouco mais, mas depois se acomodam em um patamar mais baixo. Além disso, o setor estaria repassando R$ 0,03 de aumento praticado pelas distribuidoras que ainda não havia sido repassado.