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SÃO PAULO – “O momento exige atenção”, pelo menos este é o conselho do vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), o economista Andrew Storfer. Para ele, o primeiro semestre de 2009 será mais difícil e o consumidor deve evitar compras supérfluas, além de procurar pagar a maior parte dos bens à vista, ou fazer financiamentos a prazos mais curtos.
“Faça as coisas com bastante cuidado, não compre nada por emoção. Faça as contas, veja se é isso mesmo que precisa e o que quer comprar”, disse, segundo publicado pela Agência Brasil. Storfer acredita que, no próximo ano, quem quiser fazer empréstimos ou financiar a compra de um carro ou imóvel encontrará mais dificuldades, como a exigência maior de garantias (comprovação de renda e emprego, por exemplo) a fim de evitar o risco de inadimplência.
Quanto à concessão de crédito ao consumidor, o economista entende que o maior afetado será o crédito direto, de maior risco. Entretanto, ele admite que mesmo para os de maior garantia, como os financiamentos de imóveis e veículos, pode ser exigido um pagamento inicial maior, para que a prestação seja menor.
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Período: um ano
Apesar do tom pessimista, o vice-presidente da Anefac crê que, em um período de um ano, as coisas se normalizem. “Num momento como esse, pode ser que os bancos restrinjam a concessão de créditos, dificultem, queiram mais garantias. Mas isso não pode perdurar. Num prazo relativamente curto, de três ou quatro meses, eles terão que voltar a emprestar, porque é a essência de sua atividade”, disse.
Contudo, admite que as restrições não são boas para a economia, pois a diminuição do crédito pode dificultar o acesso a bens e serviços para a população de baixa renda que, até então, vinha se beneficiando desta oferta.