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SÃO PAULO – As novas facilidades para a liberação do crédito imobiliário surtiram efeito direto na percepção dos brasileiros. Pesquisa divulgada pela Fundação Procon de São Paulo, nesta quarta-feira (19), mostrou que metade dos consumidores considera que financiar uma casa ou um apartamento está mais fácil atualmente do que há alguns anos. Outros 33,77% consideram que não, enquanto 13,85% não sabem.
“Há o reconhecimento de que o crédito está mais abundante e que o alongamento dos prazos permite que a parcela seja mais acessível; no entanto, há também a percepção de que esse alongamento traz alguma desvantagem: quanto maior o prazo de financiamento, maior o preço final do imóvel”, explicaram os técnicos do instituto, no documento de divulgação do estudo.
Motivos
De acordo com o levantamento, realizado pela internet, a liberação mais abundante do crédito é apontada como principal motivo para a maior flexibilidade para aquisição do imóvel. O alongamento de prazos também proporcionou parcelas menores, que cabem no orçamento:
| Mais fácil | |
| Motivo | Proporção |
| Maior facilidade em obter crédito | 41% |
| Parcelas menores (alongamento de prazo) | 26% |
| Parcelas fixas | 13% |
| Opções de compra (feirões) | 6% |
| Taxas de juros mais baixas | 14% |
Fonte: Procon-SP
Alto custo
Entre os que não consideram o cenário favorável à compra da casa ou do apartamento, a justificativa mais recorrente é que o empréstimo ainda é de alto custo. A taxa de juro anual dentro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) é de, no máximo, 12% ao ano, mais a variação da TR (taxa referencial).
| Não está mais fácil | |
| Motivo | Proporção |
| Taxas de juros altas | 33% |
| Excesso de burocracia | 26% |
| Limitação do valor do financiamento | 24% |
| Dificuldade para entender o contrato | 4% |
| Alto preço dos imóveis | 13% |
Fonte: Procon-SP
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Investimento de grande porte
“Mesmo com esse cenário otimista, a compra de um imóvel é um investimento de grande porte, que compromete o orçamento familiar por um longo tempo e que precisa, portanto, estar respaldada em muita informação”, afirmaram especialistas do Procon.
Foram respondidos 231 questionários no período de 22 de outubro a 12 de novembro. Não houve segmentação por sexo, faixa etária, escolaridade ou classe social.