Com parcelas menores, metade das pessoas acha que comprar casa é mais fácil

De acordo com pesquisa da Fundação Procon, outros 33,77% consideram que não, enquanto 13,85% não sabem

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SÃO PAULO – As novas facilidades para a liberação do crédito imobiliário surtiram efeito direto na percepção dos brasileiros. Pesquisa divulgada pela Fundação Procon de São Paulo, nesta quarta-feira (19), mostrou que metade dos consumidores considera que financiar uma casa ou um apartamento está mais fácil atualmente do que há alguns anos. Outros 33,77% consideram que não, enquanto 13,85% não sabem.

“Há o reconhecimento de que o crédito está mais abundante e que o alongamento dos prazos permite que a parcela seja mais acessível; no entanto, há também a percepção de que esse alongamento traz alguma desvantagem: quanto maior o prazo de financiamento, maior o preço final do imóvel”, explicaram os técnicos do instituto, no documento de divulgação do estudo.

Motivos

De acordo com o levantamento, realizado pela internet, a liberação mais abundante do crédito é apontada como principal motivo para a maior flexibilidade para aquisição do imóvel. O alongamento de prazos também proporcionou parcelas menores, que cabem no orçamento:

Mais fácil
Motivo Proporção
Maior facilidade em obter crédito 41%
Parcelas menores (alongamento de prazo) 26%
Parcelas fixas 13%
Opções de compra (feirões) 6%
Taxas de juros mais baixas 14%

Fonte: Procon-SP

Alto custo

Entre os que não consideram o cenário favorável à compra da casa ou do apartamento, a justificativa mais recorrente é que o empréstimo ainda é de alto custo. A taxa de juro anual dentro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) é de, no máximo, 12% ao ano, mais a variação da TR (taxa referencial).

Não está mais fácil
Motivo Proporção
Taxas de juros altas 33%
Excesso de burocracia 26%
Limitação do valor do financiamento 24%
Dificuldade para entender o contrato 4%
Alto preço dos imóveis 13%

Fonte: Procon-SP

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Investimento de grande porte

“Mesmo com esse cenário otimista, a compra de um imóvel é um investimento de grande porte, que compromete o orçamento familiar por um longo tempo e que precisa, portanto, estar respaldada em muita informação”, afirmaram especialistas do Procon.

Foram respondidos 231 questionários no período de 22 de outubro a 12 de novembro. Não houve segmentação por sexo, faixa etária, escolaridade ou classe social.