Com mais crédito, valor médio do financiamento do imóvel cresce 60%

Entre 2002 e 2008, segundo a Abecip, o montante médio emprestado passou de R$ 61,18 mil para R$ 99,71 mil

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SÃO PAULO – O valor médio de casas e apartamentos financiados pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) aumentou mais de 60% entre 2002 e 2008. Conforme dados da Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Poupança), em valores, a variação foi de R$ 61,18 mil para R$ 99,71 mil no intervalo de tempo.

O motivo desse fenômeno foi a maior facilidade na liberação de empréstimos. Com a redução na taxa de juros e alongamento de prazo para pagamentos – que hoje atinge 30 anos -, pesa menos no bolso emprestar valores maiores.

Ao longo dos anos

Logo em fevereiro e março, o valor médio das unidades residenciais financiadas ultrapassou os R$ 100 mil. Em 2007, isso havia sido registrado apenas nos últimos meses do ano, atingindo R$ 108 mil em novembro e R$ 101 mil em dezembro.

Na tabela abaixo, é possível verificar o comportamento ao longo dos anos:

Financiamento
Período Valor médio Unidades financiadas
2002 R$ 61,18 mil 28.902
2003 R$ 60,82 mil 36.446
2004 R$ 55,78 mil 53.787
2005 R$ 79,38 mil 61.121
2006 R$ 82 mil 113.873
2007 R$ 93,3 mil 195.900
2008 – janeiro R$ 94,97 mil 17.077
2008 – fevereiro R$ 103,6 mil 18.891
2008 – março R$ 100,56 mil 18.872
Média 2008 R$ 99,71 mil 54.840

Fonte: Abecip

Menor valor

De acordo com informações divulgadas recentemente pela Trevisan Consultoria, o mercado imobiliário será marcado, em 2008, por maior visibilidade para construções com preços entre R$ 50 mil a R$ 120 mil, preferencialmente voltadas à classe C.

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As operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE atingiram R$ 18,3 bilhões no ano passado, o que significa um aumento de 96% sobre 2006 (R$ 9,3 bilhões). Neste ano, o avanço deve ser de 36%, totalizando R$ 25 bilhões.

De acordo com a Abecip, os crescimento vigorosos na liberação do dinheiro serão verificados até quando a proporção de crédito imobiliário/PIB atingir aproximadamente 10%. Atualmente, essa fatia representa a metade.