Com ICV de 0,19% em dezembro, SP tem em 2005 a menor inflação em sete anos

ICV voltou a desacelerar em dezembro na capital; no mês anterior, foi registrado aumento de preços de 0,38%

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SÃO PAULO – A inflação na cidade de São Paulo voltou a desacelerar no mês de dezembro de 2005. Isto porque o Índice de Custo de Vida (ICV), divulgado nesta segunda-feira (09) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), registrou variação positiva de 0,19% frente à variação de 0,38% notada em novembro.

Com os dados divulgados, o custo de vida na capital paulista registrou, em 2005, sua menor elevação dos últimos sete anos. Entre janeiro e dezembro, o ICV subiu 4,54%, taxa superior apenas à verificada em 1998 (0,49%).

Analisando-se todo o ano passado, vale dizer que a maior variação do ICV ocorreu no mês de janeiro (0,91%).

Maior influência no mês de dezembro

Entre os grupos que compõem o indicador, Transportes (0,84%), Alimentação (0,24%) e Habitação (0,13%), considerando suas respectivas contribuições para a composição da taxa de inflação, foram os que mais influenciaram a alta de preços notada no mês de dezembro.

A elevação nas despesas com Transportes deveu-se unicamente ao subgrupo individual (1,16%), por conta do aumento do preço dos combustíveis (1,94%), em especial o álcool (6,75%). Já o transporte coletivo não teve modificação em suas tarifas.

Quanto à Alimentação, os maiores reajustes foram percebidos nos produtos in natura e semi-elaborados (0,76%) e na alimentação fora do domicílio (0,42%). No sentido contrário, entre os produtos da indústria alimentícia foi verificada deflação de 0,40%.

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No quesito Habitação, o maior responsável pelo comportamento dos preços no mês de dezembro foi o subgrupo Locação, Impostos e Condomínio (0,40%). Os demais praticamente não tiveram alteração em seus valores: Operação de Domicílio (0,05%) e Conservação (0,02%).

Grupos de destaque em 2005

Em relação ao ano de 2005, a alta acumulada de 4,54% foi impulsionada, principalmente, pelo comportamento dos preços nos grupos Transportes (9,62%), Educação e Leitura (8,28%) e Saúde (6,37%).

No grupo Transportes, os reajustes no período ocorreram tanto no subgrupo individual (7,75%) como no coletivo (15%). Entre os produtos que mais aumentaram seus preços, destaca-se o ônibus urbano (17,65%).

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Os cursos formais foram o item do subgrupo Educação com maior alta em 2005 (9,26%), com taxas variando entre 8,13% para o curso maternal e 9,92% para 5ª a 8ª série. Já em leitura, as altas mais expressivas foram obtidas em revistas de TV (11,33%) e jornais (8,06%).

Em relação à Saúde, os subgrupos Assistência Médica (6,37%) e Medicamentos e Produtos Farmacêuticos (6,43) tiveram taxas semelhantes.

Perspectivas para 2006

Em relação a 2006, a estimativa é de uma queda na inflação da ordem de 1,5 ponto percentual frente a 2005. A taxa estimada para este ano situa-se entre 3 e 3,5%.

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De acordo com o Dieese, entretanto, para que esta perspectiva se concretize, “há necessidade de que a economia não sofra choques externos e que os preços públicos e administrados sejam reajustados, no máximo, em torno de 3%.”