Com forte alta, preço da cesta básica sobe em todas as capitais em 2007

Segundo o Dieese, as valorizações situaram-se em 11,46%, registrada em Curitiba, a 24,38%, apurada em Aracaju

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SÃO PAULO – A cesta básica pesou mais no bolso do consumidor de 16 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) na comparação entre dezembro de 2006 e de 2007.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta segunda-feira (7), as valorizações situaram-se em 11,46%, registrada em Curitiba, a 24,38%, apurada em Aracaju.

Por capitais

São Paulo continuou com a com o maior preço para o conjunto de produtos (R$ 214,63), enquanto o menor ficou em João Pessoa (R$ 155,09). Veja o comportamento dos preços:

Variação
Capital Preço em dezembro Variação sobre 2006
Aracaju R$ 171,16 24,38%
Goiânia R$ 189,34 24,21%
Belém R$ 190,01 20,90%
Vitória R$ 189,51 19,81%
Belo Horizonte R$ 204,8 19,42%
Natal R$ 167,91 19,32%
Fortaleza R$ 158,35 19,13%
São Paulo R$ 214,53 17,90%
Salvador R$ 158,71 17,73%
Recife R$ 155,41 17,61%
João Pessoa R$ 155,09 15,84%
Porto Alegre R$ 212,92 14,33%
Rio de Janeiro R$ 194,46 13,46%
Florianópolis R$ 190,83 13,18%
Brasília R$ 193,23 12,44%
Curitiba R$ 187,23 11,46%

Fonte: Dieese

Produtos

De acordo com o Dieese, o aumento generalizado da cesta é resultado do comportamento predominante de avanço na maior parte dos itens pesquisados. Batata e farinha de trigo tiveram valorização em todas as localidades analisadas. Por outro lado, tomate e açúcar foram os itens que registraram recuo generalizado.

Elevações extraordinárias foram apuradas no preço do feijão, com alta superior a 100% em dez capitais onde o grão comercializado é do tipo “cores”, com destaques para Natal (222,84%), Fortaleza (214,25%) e Goiânia (199,04%). Nas localidades onde a preferência é pelo produto tipo preto, os aumentos, ainda que expressivos, foram menos intensos, situando-se entre 41,09%, no Rio de Janeiro e 66,02%, em Vitória.

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“O fator climático foi o responsável por este comportamento, pois a terceira safra, colhida normalmente por volta de julho/agosto, foi praticamente perdida devido à forte seca”, explicaram especialistas no documento de divulgação do estudo. “A partir desta colheita, porém o preço deve cair uma vez que os altos preços incentivaram o crescimento do plantio”, adicionaram.

A carne bovina, item de maior peso na cesta básica, registrou altas que variaram entre 12,11%, em João Pessoa, a 36,64%, em Belém. Além da seca que prolongou o período da entressafra, também a crescente demanda internacional e as festas de final de ano contribuíram para o produto ter terminado o ano em elevação.

“Com a normalização das chuvas, os pastos estão recuperados e a oferta para abate deve aumentar, contribuindo com a redução dos preços”, completaram.