Com chegada do Final do Ano, mais brasileiros recorrem aos agiotas

Afirmação é do presidente da Acrimesp, que estima um aumento de 40% na procura nesta época do ano

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SÃO PAULO – Diante do aumento da taxa de juros e, principalmente, da maior dificuldade de se obter crédito, a prática de agiotagem tem crescido no país. Acreditando não ter outra alternativa, muitas pessoas acabam recorrendo aos agiotas como forma de sair do vermelho, tendência que aumenta com a chegada do Final do Ano.

Entre colegas de trabalho

A prática de agiotagem é ilegal no país, mas mesmo assim muitas pessoas ainda oferecem dinheiro emprestado em troca de juros abusivos, o que pode ser qualificado como agiotagem. Muitas vezes a agiotagem é praticada entre funcionários da mesma empresa, o que acaba comprometendo inclusive a produtividade da empresa.

Exatamente por isto, muitas empresas já investem na educação financeira de seus funcionários, como forma de evitar que tenham que recorrer a este tipo de crédito. Em outros casos, a empresa opta pelo oferecimento de linhas de crédito facilitadas como forma de ajudar seus funcionários a saírem do vermelho, ao mesmo tempo em que evitam a prática de agiotagem no ambiente de trabalho.

Procura aumenta no Final do Ano

Segundo informações da Agência Brasil, o presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp), Ademar Gomes, teria mencionado durante uma entrevista à Rádio Nacional, que a procura por este tipo de financiamento cresce no Final do Ano.

Gomes estima que a procura por agiotas chegue a aumentar cerca de 40% no Final do Ano em relação aos demais meses do ano. O aumento na procura por agiotas reflete, principalmente, o maior volume de gastos nesta época do ano.

Além disto, o criminalista acredita que o aumento na procura também reflita a maior disponibilidade de recursos, com o pagamento de décimo terceiro, que permitiria que algumas pessoas consigam “emprestar” dinheiro para amigos sem comprometer seu próprio orçamento. Os juros cobrados variam entre 15% e 20%, de três a quatro vezes mais altos do que aqueles cobrados nos empréstimos pessoais, e entre 50% a 100% mais altos do que os cobrados no cheque especial ou cartão de crédito.

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Os dados da Acrimesp indicam que os agiotas atuam em grupos organizados, em setores distintos da sociedade, sendo que os bancários, funcionários públicos e pessoas que recebem altos salários estariam entre as vítimas preferidas dos agiotas.