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SÃO PAULO – A implantação do cadastro positivo pode levar à inclusão de parcelas da população que hoje são rejeitadas pelo sistema financeiro, apesar de possuírem histórico favorável de bom pagamento das contas. A conclusão é da Serasa Experian, que estima aumento de 19% do acesso ao crédito com a medida.
A entidade, baseada em metodologia utilizada pelo Banco Mundial, aponta ainda uma queda da ordem de 45% no número de débitos com atraso superior a 30 dias, sendo que, se o cadastro de bons pagadores fosse implantado hoje, a inadimplência do consumidor, de 8,6%, registrada em maio pelo Banco Central, passaria a 4,7%.
“O cadastro positivo é a solução para melhorar a qualidade do crédito no país e ampliar sua acessibilidade”, afirmou o presidente da Unidade de Negócios Pessoa Física da entidade, Ricardo Loureiro.
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Spread e taxas de juros
No que diz respeito ao spread bancário, diferença entre os juros que o banco paga aos investidores e o que cobra dos clientes, haveria recuo de 37,4% para 31,1%, percentual verificado em 2007, quando a taxa de inadimplência no País, segundo a Serasa, era baixa.
Além disso, conforme as simulações da Serasa, a introdução do cadastro positivo poderia reduzir as taxas de empréstimos cobradas pelo sistema financeiro para 62% da população que hoje toma crédito no mercado nacional.