Com aumento da Cide, preço da gasolina em SP será um pouco maior

Segundo o Sincopetro, aumento deve ser de R$ 0,03 e também será influenciado pela volta do percentual de mistura para 25%

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SÃO PAULO – Com a volta da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) aos patamares de janeiro e com o aumento do percentual de álcool à gasolina de 20% para 25%, os preços do derivado de petróleo na capital paulista devem ficar um pouco mais caros.

De acordo com o diretor financeiro da Sincopetro-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), Genaro Maresca, o valor do litro já deve subir em torno de R$ 0,03.

O aumento, segundo Maresca, é natural e esperado. Em fevereiro, o Governo resolveu reduzir a contribuição de R$ 0,23 por litro para R$ 0,15, para conter um possível aumento do derivado de petróleo gerado pela redução do percentual de álcool no combustível. Porém, desde o dia 30 do mês passado, o valor da alíquota voltou aos patamares anteriores. 

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), na semana terminada no dia 1º de maio, o preço médio da gasolina estava em R$ 2,437 na capital paulista. Considerando o estado, o preço médio na semana passada fechou com o mesmo valor. Na média do País, o litro da gasolina no período custou R$ 2,555. 

Preços do álcool devem ficar estabilizados
Com relação ao álcool, porém, Maresca acredita em estabilidade dos preços. “A tendência é que os preços do álcool, que já voltaram a sua normalidade, permaneçam estáveis até o final deste ano”, disse, mas ressalta que esse cenário só deve se manter caso nada de muito grave ocorra.

Segundo a ANP, na última semana, o litro do derivado de cana-de-açúcar fechou a R$ 1,460 no estado paulista. Na capital, o preço médio do combustível ficou um pouco maior no período, em R$ 1,464. No País, o litro do álcool entre os dias 25 de abril e 1º de maio estava, em média, a R$ 1,671. 

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Governo agiu bem
Para Maresca, a iniciativa do Governo de diminuir o percentual da mistura de etanol à gasolina fez bem ao mercado e cumpriu seu propósito. “O álcool vinha em uma constante de aumentos e a medida deu uma segurada”, afirmou, lembrando que os estoques, de fato, aumentaram com a medida.

De acordo com o diretor financeiro do Sincopetro-SP, dificilmente uma medida como essa será adotada novamente. “Se isso acontecer, só na próxima safra”.