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SÃO PAULO – A cobrança de tarifas para emissão de talão avulso e de cheques de baixo ou alto valor são formas encontradas pelos bancos de desestimular o uso dessas folhas como meio de pagamento. A afirmação é da própria Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), ao explicar que isso é uma espécie de movimento não oficial entre as instituições financeiras brasileiras.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade explicou que o motivo são os custos elevados de compensação das folhas, contra um gasto inferior das transações por meios de cartão de crédito e de débito. Estima-se que os pagamentos dos bancos, em cada situação, seja de algo em torno de R$ 3 e R$ 1, nessa ordem.
Queda
Não é possível detalhar se o motivo é a oneração dos bancos ao consumidor, mas o fato é que a emissão de cheques cai com o passar do tempo.
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Para se ter uma idéia, nos últimos 15 anos, caiu praticamente em 46% a emissão de cheques: dados da Serasa apontam que em 1991, foram 3,2 bilhões de folhas compensadas, contra 1,7 bilhão em 2006.
Para o diretor de Marketing do Cartões Itaú, Fernando Chacon, o pagamento por meio dos cartões de crédito deve “abocanhar”, cada vez mais, uma fatia maior das comercializações antes feitas com cheques.
“Devemos terminar o ano com 91 milhões de plásticos no mercado”, informou Chacon, adicionando que esse número é 17% maior do que os 78 milhões do ano passado.
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Movimentação
Por outro lado, dados do Banco Central mostram que a parcela dos talões ainda é forte na economia. Em 2005, foram movimentados R$ 2,27 trilhões com esse meio de pagamento, o que representou 12% das movimentações totais.
Por sua vez, cartões de débito e crédito responderam por, respectivamente, R$ 53,2 bilhões e R$ 136,7 bilhões. A soma dos dois correspondeu a 1% das transações daquele período.