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SÃO PAULO – Responsáveis por metade do consumo nacional, as classes sociais mais baixas são foco das empresas brasileiras. “Um número crescente de empresas se interessa pelo mercado da base da pirâmide social”, disse o sócio-diretor do Data Popular, Haroldo Torres.
De acordo com os dados, as famílias com renda inferior a R$ 2.900, distribuídas entre as classes C, D e E, injetam na economia R$ 550 bilhões anuais. As expectativas, porém, são de aumento deste volume.
“Nossa expectativa é que, em 2015, a base da pirâmide atinja 55% do mercado consumidor do Brasil, com expressivo crescimento da chamada classe C”.
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Consumo
Ainda de acordo com o Data Popular, habitação e alimentação são itens de gastos muito importantes para as classes sociais mais baixas.
“Outros itens importantes vão emergindo, principalmente no setor de eletrodomésticos, eletrônicos e telecomunicações. O celular é, hoje, muito importante no segmento da baixa renda”, afirmou Torres.
“O setor de crédito, inclusive cartões de crédito, e o imobiliário descobriram esse segmento da população”, disse.
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Sobre o mercado de cartões, de acordo com dados do Itaú, em 2003, eram 19 milhões de unidades nas demais rendas, enquanto que na baixa era de 26 milhões. Em 2007, esses números passaram para 30 milhões e 61 milhões, respectivamente.
Crescimento
Ainda de acordo com Torres, nas classes C, D e E houve um acréscimo de renda de R$ 118 bilhões entre 2002 e 2008 – o que inclui recebimentos das pessoas físicas (salário, aluguéis, receita financeira etc).
Os gastos destas classes, por sua vez, são diferentes. Enquanto as D e E direcionam para as contas domésticas e são mais controladas, a classe C “já usa mais produtos de luxo”, afirmou Haroldo.