Classe C quer consumir cada vez mais, mas ainda não tem hábito de poupar

Pesquisa da McCann Erickson revela que para 59% fazer planos para o futuro não significa, necessariamente, poupar

Publicidade

SÃO PAULO – A classe C deseja consumir mais, quer o melhor e acaba gastando sem preocupações. Por isso, quando o assunto é poupar, essa parcela da população não se preocupa e afirma: “vivo com o que tenho e compro o que é possível”.

A frase foi dita por cerca de 59% das pessoas dessa classe das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Goiânia. Para eles, fazer planos para o futuro não significa, necessariamente, poupar dinheiro.

A constatação foi feita pela McCann Erickson, que realizou pesquisa sobre o universo da classe C em parceria com o Instituto Data Popular. De acordo com o levantamento, 38% dessa parcela da população não tem o hábito de poupar e 45% chegam a utilizar a poupança como se fosse uma conta corrente, sacando o valor total para os gastos mensais.

A pesquisa revelou que o hábito está ligado à faixa etária, sendo preservado pelos mais velhos, e que, ainda, tem muita gente que não possui conta em banco (cerca de 30%).

Medo do dinheiro de plástico

Apesar de cerca de 59% das pessoas da classe C afirmarem possuir cartão de crédito, 67% delas alegam que realizam poucas compras com ele. Segundo a McCann, a utilização do cartão é ainda cercada de receios.

Isso porque, cerca de 70% dos pesquisados afirmam que falta informações mais detalhadas sobre o modo mais correto de utilizar o dinheiro de plástico.

Continua depois da publicidade

Antes o nome que empréstimo

O receio de pedir crédito a bancos é tanto que a classe C prefere “emprestar” o “nome” a alguém que contrair empréstimos.

A pequisa revelou que 81% não contrai empréstimo junto a bancos ou financeiras por vergonha e outros 91% alegam que a burocracia os impede de fazê-lo.