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SÃO PAULO – Apesar de representar menos de 15% da população brasileira, a classe AB se apropria de quase 55% da renda nacional, mostrou pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que leva em consideração as seis principais regiões metropolitanas.
Formada por pessoas com renda domiciliar total acima de R$ 4.807, a classe social sofreu com a crise. No período anterior à turbulência, de julho a setembro do ano passado, ela cresceu 2,5%, mas entre setembro e dezembro do mesmo ano teve uma redução de 0,6% no número de pessoas.
No período de janeiro a julho deste ano, por sua vez, foi verificado um crescimento de apenas 0,4% na classe social.
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Demais faixas de renda
A classe C continua a ser a mais populosa, com mais da metade (53,20%) dos brasileiros. Entre julho e setembro do ano passado, a classe cresceu 2,4% e, de setembro até dezembro, registrou aumento de 1,2%.
De janeiro a julho deste ano, foi verificado aumento de 1,1%, depois de queda de 2,2% entre dezembro de 2008 e janeiro deste ano. A classe social abrange pessoas com renda domiciliar total entre R$ 1.115 e R$ 4.807.
Confira abaixo qual foi o movimento das classes sociais nos períodos pré e pós-crise, de acordo com o estudo:
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| Classe social | jul08/set08 | set08/dez08 | dez08/jan09 | jan09/jul09 |
| Classe AB | 2,5% | -0,6% | -2,7% | 0,4% |
| Classe C | 2,4% | 1,2% | -2,2% | 1,1% |
| Classe D | -4% | -2,5% | 3% | -0,5% |
| Classe E | -5,5% | -1,2% | 6,7% | -2,9% |
Fonte: FGV
A partir de microdados da PME/IBGE