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SÃO PAULO – De acordo com a TeleCheque – empresa especializada em análise de crédito de pagamentos com cheques -, no mês de junho, mais de 40% dos emitentes de cheques tiveram mais de cinco registros no CCF (Cadastro de Cheques sem Fundos).
O número mostra que, sem planejamento, o cheque, um dos mais populares instrumentos de crédito entre os brasileiros, pode se transformar em um vilão do orçamento.
Pensando nisso, a diretora de recuperação da TeleCheque, Dirlene Martins, dá dez dicas diicas para transformar o cheque de inimigo a amigo do bolso, sendo que cinco delas dizem respeito à renegociação de débitos. “Para utilizar o crédito de forma consciente e saudável, é muito importante o planejamento”, alerta.
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Dicas
1 – Relacione todas as despesas e receitas e analise se é possível equilibrá-las;
2 – Escolha parcelamentos sem juros ou com taxas menores. Para isso, não compre sem pesquisar preços e juros.
3 – Não contraia dívidas acima do que ganha. Se parcelar, coloque a parcela dentro do orçamento, sendo que financiamentos não devem comprometer mais do que 30% do salário;
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4 – Não fique dependente do cheque especial ou de outros tipos de crédito para complementar os ganhos mensais;
5 – Quando for utilizar a forma pré-datada, anote no canhoto: valor, credor (para quem foi emitido o cheque), data do bom para; e não se esqueça de verificar diariamente os cheques que vão ser depositados naquela data versus o saldo da conta corrente e não se esqueça de depositar um complemento para eventuais tarifas.
Dívidas
Se, mesmo seguindo todas as dicas acima, o descontrole acontecer, Dirlene dá mais algumas sugestões para renegociar os débitos e tirar o nome de empresas de cadastro de inadimplentes.
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“Além de ter o crédito restrito para aquisição de bens e serviços, o nome negativado pode ter impacto, inclusive profissional, criando dificuldades até para encontrar um novo emprego”.
6 – Organize as dívidas: credor, valor total;
7 – Procure os credores e negocie os débitos dentro de suas possibilidades;
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8 – Faça uma lista de todas as despesas que possam ser cortadas e economize até quitar os débitos pendentes;
9 – Envolva a família no objetivo e peça ajuda para não perder o foco;
10 – Não faça novas dívidas até liquidar as atuais. Depois, mude a forma de consumir, gastar e usar crédito.