Cheque pré-datado e cartão de crédito perderam espaço depois da crise

Segundo estudo, cerca de 56% e 51% dos brasileiros, nesta ordem, passaram a utilizar menos essas formas de pagamentos

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SÃO PAULO – O número de pagamentos com cheques pré-datados e cartões de crédito apresentaram queda depois da crise financeira internacional. Segundo levantamento realizado pela Consultoria Officina Sophia, divulgado na última quinta-feira (4), cerca de 56% e 51% dos brasileiros, respectivamente, passaram a utilizar menos essas formas de pagamentos.

Tais percentuais aumentam entre os grupos de pessoas caracterizadas como pessimistas – 28% da população – e cuidadosas (22%). No primeiro caso, 58% diminuíram o pagamento das contas com cartão de crédito à vista e 64% pensaram mais para realizar pagamentos com cheques pré-datados.

Já entre os considerados cuidadosos, o percentual que diz estar usando o cheque com mais cautela é de 65%, sendo que estes não têm o hábito de realizar compras com cartão.

Altas

O estudo da Consultoria Sophia ouviu 500 pessoas (homens e mulheres), das classes A, B, C e D, com idades entre 18 e 65 anos, moradores da Grande São Paulo. A região, de acordo com a entidade, é considerada um microcosmos do País, visto que reúne uma amostragem significativa da população brasileira.

Dessa forma, além dos pessimistas e cuidadosos, a pesquisa ainda identificou outros perfis, com destaque para os otimistas e os controlados. Entre estes, os otimistas superaram em 18 pontos percentuais o total da população, que, depois da crise, passou a comprar mais a crédito: 26% contra 8%, nesta ordem.

No que diz respeito aos controlados, depois da crise, 24% deles pagaram mais à vista no cartão de crédito e 30% fizeram mais parcelamentos sem juros no cartão. Considerando o total dos brasileiros, estes números são bem menores: somente 7% pagaram mais à vista no cartão de crédito do que antes da crise e 9% fizeram mais parcelamentos sem juros com o plástico.