Cesta básica volta a atingir nova cotação máxima e atinge R$ 176,06

Alta no mês é de 0,85%, mas nos últimos 30 dias já chega a 4,01%, diferença entre preço mínimo e máximo da cesta supera os 100%

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SÃO PAULO – Revertendo a tendência de queda registrada nos primeiros dias de outubro, quando o preço da cesta básica chegou a cair 2,32% entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, a cesta básica atingiu, por dois dias seguidos, novas cotações recordes desde o início do Plano Real.

Diferença chega a mais de 100%

Com base nos dados da pesquisa do Procon, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), nesta quarta-feira o preço médio da cesta ficou em R$ 176,06.

Ainda mais significativa é a constatação de que a diferença entre o preço mínimo da cesta básica, que é de R$ 121,65 e o preço máximo, de R$ 245,01, implica em uma diferença de mais de 100%. Desta forma, a melhor recomendação para o consumidor segue sendo pesquisar preços, pois as diferenças podem ser bastante grandes. Dos 68 itens pesquisados, cerca de 37 (ou 54%) tiveram alta, 16 (23,5%) baixaram de preço e 15 permaneceram estáveis (22%).

Alta no mês é de 0,85%

Com isto, o preço médio da cesta básica registrou uma alta de 0,54% em relação ao registrado no dia anterior e a um aumento de 3,25% desde o dia 3 de outubro, quando o preço médio da cesta era de R$ 170,51. No acumulado do mês o aumento é bem menor de 0,85%, já que em 30 de setembro o preço médio da cesta básica era de R$ 174,56. Nos últimos 30 dias a alta já alcança os 4,01%.

No acumulado desde o início do ano a alta passa a ser de 11,29%, enquanto nos últimos 12 meses a variação é de 13,34%, se aproximando da variação acumulada no período medida pelo IGP-M, que é de 10,54% e 13,67%, respectivamente. Já com relação ao IPC a situação se inverte com a cesta básica superando a variação acumulada do índice, que ficou em 3,83% no ano e em 5,84% nos últimos 12 meses.