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SÃO PAULO – O preço da cesta básica na cidade de São Paulo apresentou alta de 1,46% no mês de setembro, e agora está em R$ 172,10. Mesmo com o aumento, a capital paulista mantém a segunda colocação no ranking das cestas mais caras do País, atrás apenas de Porto Alegre (R$ 177,68).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras – divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta quarta-feira (04).
De acordo com o levantamento, o valor da cesta caiu 6,18% no acumulado deste ano, na comparação com o mesmo período de 2005. Em 12 meses, a queda acumulada é de 0,14%
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Sete itens da cesta ficaram mais em conta
Dos 13 produtos que compõem a cesta, sete registraram baixa em setembro: batata (-7,38%), farinha de trigo (-2,17%), banana nanica (-2%), feijão carioquinha (-1,99%), açúcar refinado (-1,22%), óleo de soja (-0,54%) e manteiga (-0,09%).
Já o café em pó (0,94%), a carne bovina de primeira (4,45%) e, principalmente, o tomate (10,14%) ficaram mais caros, enquanto os preços do leite in natura tipo C, arroz agulhinha tipo 2 e pão francês mantiveram-se estáveis.
Avaliação anual
Seis produtos apresentaram recuo neste mês de setembro, em comparação com igual período do ano passado em São Paulo: feijão (-22,72%), tomate (-11,89%), café (-11,68%), farinha de trigo (-8,54%), manteiga (-1,44%) e pão (-1,20%).
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Na contramão dessa tendência, aparecem açúcar (31,71%), banana (9,46%), arroz (9,6%), carne (6,83%) e batata (4,63%). Os preços do leite e do óleo de soja ficaram estáveis no período.
Comprometimento da renda
O custo médio da cesta básica em setembro tomou 53,24% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social, frente aos 52,48% de agosto.
No nono mês do ano, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 108 horas e 11 minutos; menor que a exigida em agosto (106 horas e 37 minutos), para adquirir os 13 produtos da cesta básica. A jornada é consideravelmente menor que a necessária em setembro do ano passado, de 126 horas e 23 minutos, quando a compra dos produtos alimentícios básicos demandava 62,21% do salário.