Cesta básica em SP registra nova queda e mantém 2ª posição no ranking

Com recuo de 0,52%, cesta básica paulistana custa agora R$ 169,62, valor abaixo do apurado em Porto Alegre (R$ 171,72)

Publicidade

SÃO PAULO – O preço da cesta básica na cidade de São Paulo apresentou queda de 0,52% no mês de agosto, e agora é de R$ 169,62. Com essa redução, a capital paulista mantém a segunda colocação no ranking das cestas mais caras do País, atrás apenas de Porto Alegre (R$ 171,72).

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras – divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta sexta-feira (01).

De acordo com o levantamento, o valor da cesta caiu 7,53% no acumulado deste ano, na comparação com o mesmo período de 2005. Em 12 meses, a queda acumulada é de 3,14%

Cinco itens da cesta ficaram mais em conta

Os cinco produtos que influenciaram essa queda no preço médio da cesta foram: batata (-15,86%), feijão carioquinha (-10,87%), tomate (-1,33%), banana nanica (-0,53%)e manteiga (-0,09%).

Já o arroz agulhinha tipo 2 (4,58%), a carne bovina de primeira (3,26%), o café em pó (1,59%), a farinha de trigo (1,32%), o pão francês (0,61%) e o óleo de soja (0,55%) ficaram mais caros, enquanto os preços do leite in natura tipo C e do açúcar refinado ficaram estáveis.

Avaliação anual

Cinco produtos apresentaram alta neste mês de agosto, em comparação com igual período do ano passado em São Paulo: açúcar (40,17%), banana (12,36%), arroz (5,38%), carne (1,79%) e batata (0,83%).

Continua depois da publicidade

Na contramão dessa tendência, aparecem feijão (-27,88%), tomate (-24,87%), café (-5,49%), farinha de trigo (-4,96%), manteiga (-2,67%), óleo de soja (-2,65%) e pão francês (-0,60%). O preço do leite ficou estável no período.

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica em agosto tomou 52,48% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social, frente aos 52,75% de julho.

No oitavo mês do ano, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 106 horas e 37 minutos; menor que a exigida em julho (107 horas e 10 minutos), para adquirir os 13 produtos da cesta básica. A jornada é consideravelmente menor que a necessária em agosto do ano passado, de 128 horas e 25 minutos, quando a compra dos produtos alimentícios básicos demandava 63,21% do salário.