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SÃO PAULO – Com tarifas baixas, vendas apenas via internet e nenhum aparelho de celular subsidiado, começa a funcionar comercialmente em São Paulo – no próximo dia 7 de setembro – a Ae iou, nova operadora de telefonia móvel. Ae iou é o nome comercial escolhido pela Unicel para batizar suas operações que, a princípio, poderão ser utilizadas na região metropolitana de São Paulo, Guarulhos, Osasco, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.
De acordo com o presidente e CEO da empresa, José Roberto Melo da Silva, o grande diferencial da empresa é o preço baixo. “Tanto que a idéia da empresa surgiu porque eu não achava justo a moça que trabalha comigo pagar R$ 1,40 o minuto em seu celular pré-pago, enquanto eu, que tenho um poder aquisitivo maior que o dela, pagava tarifas mais baixas no meu pós. Celular é inclusão social, é ferramenta de trabalho. Eu acredito que é preciso oferecer tarifas que todos os brasileiros possam pagar”.
Ainda de acordo com Silva, o custo do minuto será de R$ 0,14 de celular Ae iou para outro Ae iou, de R$ 0,28 para telefone fixo e R$ 0,63 para celulares de outros operadores. “O nosso preço está bem abaixo de qualquer plano do mercado. As outras operadoras cobram, em média, R$ 1,29 pelo minuto em celular pré-pago e R$ 0,40 no pós, e não podemos esquecer que 81% dos celulares no Brasil são pré-pagos”.
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Falamaisômetro
Para provar que oferece as menores tarifas, a operadora colocou em seu site o “Falamaisômetro”, uma ferramenta que calcula quantos minutos é possível falar com determinada quantia em dinheiro na Ae iou e nas outras operadoras. Para se ter idéia, segundo o simulador, enquanto R$ 100 permitem 79 minutos de conversa nas outras operadoras (considerando o valor do pré-pago), na nova empresa, os mesmos R$ 100 permitem 267 minutos de conversação.
A ferramenta conta ainda com uma versão mais avançada, onde o usuário pode digitar as tarifas do seu plano de pré-pago para saber se haverá economia na nova operadora. “Quem fizer isso vai enxergar que com o mesmo valor terá pelo menos duas ou três vezes mais tempo para falar com os amigos”, afirma.
Quem quiser ser cliente da empresa não pagará pelo chip. “Mas na solicitação será exigido um depósito mínimo de R$ 20,00. Eu digo depósito porque no nosso modelo de negócio o cliente terá uma conta, e os créditos dessa conta serão transformados em chamadas. E, assim como em qualquer conta bancária, o cliente pode transferir créditos para outro cliente, ou até retirar o dinheiro, fazendo um doc para sua conta bancária ou sacando em nossas lojas conceitos. A tarifa para sacar esse dinheiro é de R$ 4. Vale lembrar que o refil (recarga) é de no mínimo R$ 15,00”, explica Silva.
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“Outro fator importante é que o crédito nunca expira. Uma vez depositado você utiliza ele no seu tempo. Também não temos planos de fidelidade. Acreditamos que o cliente vai querer continuar com a gente porque ofereceremos o melhor custo-benefício, telefonia de qualidade com preço baixo”, completa.
Internet
Outro diferencial da nova operadora é o modelo de negócio todo focado na internet. “Queremos clientes de todas as idades, mas nosso foco principal são os jovens, e eles estão na internet. Por isso, em nossa operadora, tudo será feito pela rede: desde a solicitação do chip até o refil. Teremos lojas, mas elas terão apenas consultores que ajudarão o cliente a pedir sua linha pela rede”.
Silva contou ainda que, no site, o assinante pode fazer o bloqueio de chamadas em um determinado período, ou suspender as chamadas a cobrar. “Ele também poderá acompanhar seus gastos. Online haverá um extrato, totalmente diferente de o das demais operadoras. Os clientes terão acesso a gráficos de gasto dos minutos e consumo detalhado, ligação a ligação. Através do extrato inteligente, o cliente receberá dicas de como falar mais gastando menos no próximo mês”.
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Embora a internet seja o principal canal de interação entre a operadora e o assinante, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) também poderá ser acionado. “Basta contatar a Central de Atendimento pelo número 1059 ou mandar um email. Não deixaremos os clientes na mão”.
Quanto à venda de aparelhos subsidiados, Silva conta que esse não é o negócio da Ae iou. “Nosso negócio é ser uma operadora e não uma loja de celulares. Não fazemos aparelhos. Subsidiar os equipamentos seria como se a Petrobras subsidiasse os carros, para que os proprietários usassem gasolina. E não queremos prender ninguém, não temos contrato de fidelidade. Os clientes serão nossos clientes porque querem, porque nosso serviço é bom. Eu acredito em vida inteligente fora das grandes teles”, finaliza.