Cartão de crédito toma cada vez mais espaço dos cheques

Cerca de 32% das compras da população de baixa renda são feitas com cartão, frente a 9% com cheque; 25% destas pessoas têm cartão por mais de 4 anos

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SÃO PAULO – No estudo divulgado nesta quinta-feira, dia 6, pela Credicard, sobre a participação da população de baixa renda no mercado de cartões de crédito do país pode se constatar de maneira geral uma maior penetração junto a estes consumidores, que passaram a usar com maior freqüência seus cartões, além de mantê-los por mais tempo.

O mercado é bastante promissor e tem sido alvo de iniciativas de marketing por parte de várias operadoras de cartão de crédito. O interesse não chega a surpreender, visto que a população de baixa renda, com renda mensal entre R$ 200 e R$ 500, equivale a um total de 25 milhões de consumidores.

Aumenta interesse pelo segmento da população

Como a população economicamente ativa do país é de cerca de 64 milhões de pessoas, a população de baixa renda do país responde por 39% deste total. Em termos de participação da PEA esta parcela da população supera inclusive a de maior poder aquisitivo. Segundo o levantamento da Credicard cerca de 21 milhões de pessoas ganham mais de R$ 500, o que corresponde a um terço da PEA.

Como entre os trabalhadores de menor poder aquisitivo, que muitas vezes sequer pode contar com uma conta no banco, o cartão de crédito é ainda mais usado como forma de pagamento, a maioria das operadoras tem focado neste segmento.

Tempo de posse e freqüência de uso aumentam

Alguns dados justificam esta estratégia, como é o caso, por exemplo, do aumento mais do que proporcional do volume de transações entre a população de baixa renda. Assim o volume de transações subiu 28% frente a um aumento de 20% na base de cartões deste segmento, sugerindo uma maior freqüência de uso entre estes consumidores.

Por sua vez, em termos de tempo de posse do cartão de crédito também se constata uma maior estabilidade. Isto porque o percentual de novos portadores, com até um ano de posse, caiu de 49% para 29% nos dois últimos anos. Em sentido contrário, a participação dos que possuem o cartão entre 2 e 3 anos subiu de 17% para 29% neste mesmo período.

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Entretanto, o maior crescimento se deu entre a parcela da população de baixa renda mais que possui cartão entre 3 e 4 anos, cuja participação era de 8% em 2000 e aumentou para 23% em 2002.

Metade das compras ainda é em dinheiro

Outra constatação do estudo é que esta parcela da população ainda paga a maior parte dos gastos em dinheiro. Cerca de 48% das compras são pagas em dinheiro, percentual que se manteve estável nos últimos dois anos.

Por sua vez, o uso de cheque caiu neste mesmo período, passando de 12% das transações para 9% entre 2000 e 2002. Esta queda foi compensada pelo aumento do uso dos cartões nas compras, cuja participação no período subiu de 29% para 32%.

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Produtos Credicard

Aproveitando a maior participação da população de baixa renda no mercado de cartões do país, a Credicard lançou produtos voltados a esta parcela da população, como o seguro Credicard cujas vendas no segmento de baixa renda foi 120% maior do que a dos demais segmentos da população.

Da mesma forma, os títulos de capitalização VIP 200 lançados em novembro do ano passado alcançaram um resultado 140% superior neste segmento.