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SÃO PAULO – O maior ganho aos bancos, no caso de tarifas bancárias, fica com a concessão de cartão de crédito. Pesquisa divulgada na última terça-feira (11) pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) mostrou que 23,5% de toda a receita das instituições financeiras com a prestação de serviços vai para esse tipo de produto.
“O aumento da receita com os plásticos, por exemplo, tem a ver com o giro da economia e com mais pessoas, principalmente das classes C, D e E, entrando nesse mercado”, explicou o economista-chefe da entidade, Nicolas Tinga. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços mostram que já são mais de 400 milhões de cartões em circulação, dos quais 86 milhões representam os de crédito.
Outros
Em segundo lugar, está a cobrança da taxa de abertura de crédito (TAC), com 13,3%. Vale lembrar que a tarifa é motivo de grande discussão. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) entende que a cobrança é injustificável, uma vez que as taxas de juros cobradas para empréstimos já são relativamente altas.
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De acordo com a Fundação Procon de São Paulo, a média de cobrança para o crédito pessoal fica em 8,22% ao mês nos dez principais bancos brasileiros. Tingas lembrou que assim como as cobranças de manutenção do cartão, as referentes à TAC sinalizam maior tomada de crédito, o que significa mais dinheiro rolando na economia.
Na tabela abaixo é possível verificar os demais componentes do ganho com tarifas:
| Participação na receita com seriços | |
| Tarifa | Peso |
| Cartões de crédito | 23,6% |
| TAC | 13,3% |
| Administração de fundos | 12,8% |
| Renda de cobrança | 7,8% |
| Manutenção de conta-corrente | 5,7% |
| Tarifas interbancárias | 4,1% |
| Fornecimentos de extratos e cartões de crédito | 2,4% |
| Arrecadações | 1,7% |
| Rendas e garantias prestadas | 1,5% |
| Emissão e renovação de cartões magnéticos | 1,4% |
| Outras tarifas | 25,8% |
Fonte: Febraban
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Ganhos
Conforme a Febraban, de 2002 a 2003, aumentou em 117% os ganhos das instituições com as cobranças de serviços: de R$ 24,2 bilhões para R$ 52,6 bilhões. No que diz respeito à participação desses montantes na receita total, o avanço foi de 12,4% para 18,8%.