Carros elétricos: eles terão mais espaço no mercado?

No Dia da Indústria Automobilística, especialista afirma que é preciso ficar atento às tecnologias utilizadas para desenvolver o elétrico

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SÃO PAULO – Os carros elétricos representam, hoje, cerca de 1% do total da frota internacional de veículos, de acordo com a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). No Dia da Indústria Automobilística, comemorado nesta quarta-feira (10), o que se pergunta é se eles terão mais espaço no mercado.

Segundo a ABVE, existem cerca de 3 milhões de veículos elétricos no mundo. E, para ampliar esse número, os países lançam programas e incentivos. No Brasil, os Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento e Ciência e Tecnologia projetam a criação de um programa que visa à redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) desses carros, diminuindo a carga tributária de 25% para entre 7% e 18%.

Enquanto no Brasil os projetos ainda estão no papel, em outros países, os incentivos e as vendas de carros elétricos já são realidade. No Japão, por exemplo, os carros elétricos estão isentos do imposto nacional sobre o peso dos veículos. Já nos Estados Unidos, foram disponibilizados US$ 2,4 bilhões em recursos para a criação de baterias e veículos híbridos e elétricos.

Em Israel, os veículos com emissão zero pagam alíquota de 10%, enquanto os veículos comuns pagam 79%. A Alemanha aprovou um plano de incentivos para a compra dos veículos para que, em 2020, cerca de um milhão de carros elétricos estejam em circulação.

Geração de energia
Embora os esforços para tornar o carro elétrico sejam uma realidade no País, o gestor de Sustentabilidade e sócio-diretor da ECCOX Ambiental, consultoria de meio ambiente, João Ricardo Magalhães Gonçalves, alerta que, para desenvolver um carro elétrico, é preciso ficar atento à tecnologia utilizada nesse projeto.

“O modelo do carro elétrico é difundido como modelo sustentável, entretanto, em algumas situações, ele pode ser até mesmo mais poluente, dependendo de qual matriz energética será adotada para a produção desta nova demanda de energia”, explicou Gonçalves, por meio de nota.

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Para Gonçalves, o setor de geração energética tem efeitos muito mais danosos do que o setor de transportes. “Caso seja economicamente necessária, a viabilização de uma reinvenção mundial de veículos e da necessidade de aumentar a demanda para se fazer investimentos no setor energético, devemos nos atentar que sustentabilidade está também ligada às questões social e ambiental”.

Meio ambiente
Enquanto o carro elétrico ainda busca por um espaço no mercado automobilístico, os carros flex já têm participação garantida nas vendas.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em outubro, esse tipo de veículo representou 85,9% do mercado.

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Já as vendas, na comparação com setembro, caíram 1,45%. Ao todo, foram emplacados 247.094 veículos flex em outubro, ante 250.727 em setembro.

Na comparação com outubro do ano passado, as vendas de carros flex registraram elevação de 0,60%, uma vez que, naquele mês, 245.608 unidades foram vendidas, correspondentes a 87,3% do mercado.