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SÃO PAULO – O cadastramento para a compra da casa própria por meio do programa habitacional do Governo “Minha Casa, Minha Vida” está aberto e as famílias podem fazer uma simulação do financiamento no site da Caixa Econômica Federal antes de aderir ao programa.
A simulação só é possível para aqueles cuja renda está entre três e dez salários mínimos, e podem procurar o banco ou a construtora de sua preferência para o financiamento.
Famílias que recebem até três salários mínimos têm que se cadastrar nas prefeituras da cidade onde moram. As datas e locais para o cadastramento serão divulgados por cada estado e município.
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Como aderir
Para aqueles com renda até três salários mínimos, o cadastramento é permitido apenas para quem não tiver casa própria e não for beneficiado de programa habitacional social do governo. Também não podem aderir aqueles que tiverem financiamento ativo no País.
Com todos os critérios atendidos e cadastro feito, o candidato terá de apresentar documentação pessoal ao agente financeiro e a assinatura do contrato será feita na entrega do imóvel. Para essa faixa de renda não haverá análise de risco de crédito e capacidade de pagamento.
Para as famílias com renda maior que três salários mínimos não haverá mudanças nas condições vigentes. Os interessados devem procurar diretamente as construtoras e a Caixa. O banco, inclusive, orienta os interessados em aderir ao programa que procurem os lançamentos de imóveis diretamente nas construtoras.
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Para essa faixa de renda, os candidatos não podem ter financiamento ativo pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e nem ser proprietário, cessionário ou promitente comprador ou titular de direito de aquisição de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio.
Redução do déficit habitacional em 14%
O programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” tem por objetivo construir 1 milhão de casas populares. Para famílias cuja renda é de até três salários mínimos, o Governo pretende construir 400 mil moradias. Para famílias com renda entre três e seis salários mínimos, serão construídas outras 400 mil casas. Outras 200 mil serão destinadas àqueles com renda entre seis e dez salários mínimos.
As famílias que estão na segunda faixa de financiamento (de três a seis salários) só podem financiar valores de imóveis que variam entre R$ 80 mil e R$ 130 mil. Os limites de financiamento para os que se encontram na primeira faixa de renda do programa (até três salários) ainda serão definidos pelo Ministério das Cidades.
A previsão do Governo com o programa é reduzir em 14% o déficit habitacional do País, que está em 7,2 milhões de casas. Para tanto, serão investidos cerca de R$ 60 bilhões, sendo que R$ 34 bilhões serão subsidiados.
3,5 milhões de postos de trabalho até 2011
O Governo estima que esse montante poderá gerar cerca de 800 mil novos empregos ainda este ano, 1,6 milhão em 2010 e outros 1,1 milhão em 2011.
“Esse novos empregos representam novas famílias em condições de adquirir suas moradias e esse processo retroalimenta, ou seja, gera novos empregos e novas demandas”, acredita a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.
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R$ 15 bilhões a mais para financiamentos
A Caixa calcula que haverá um acréscimo em torno de R$ 15 bilhões no volume de recursos voltados aos financiamentos. Segundo o órgão, os financiamentos do programa serão operados com as demais modalidades de financiamentos existentes na instituição.
Segundo o banco, até o último dia de março, foram emprestados R$ 7 bilhões para financiar imóveis. Esse valor é 119% superior ao mesmo período do ano passado.
A meta da Caixa para este ano é aplica R$ 27 bilhões em financiamento habitacional.