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SÃO PAULO – Mesmo com a crise, que apresentou efeitos no Brasil em setembro do ano passado, o brasileiro se manteve otimista em relação ao aumento de seu padrão de vida e à melhora na situação financeira para 2009, segundo o Observador Brasil 2009, divulgado nesta quarta-feira (1) pela Cetelem.
De acordo com os dados, em 2008, 7% dos brasileiros acreditavam que o padrão de vida iria piorar nos próximos 12 meses, enquanto 49% disseram que iria melhorar. Em 2005, por sua vez, 11% acreditavam em piora e 44%, em melhora.
Quando questionados sobre a situação financeira para 2009, 48% dos brasileiros disseram que iria melhorar, ante 8% que responderam o contrário. Em 2005, uma parcela menor acreditava em melhora da situação financeira (44%), enquanto uma parcela maior apostava em piora (12%).
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Compras e investimentos
Em relação à capacidade de fazer compras para o domicílio, a pesquisa mostrou que 46% dos brasileiros acreditam que iria melhorar, enquanto 9% disseram que iria piorar. Já em 2005, a proporção era de 40% que responderam que iria melhorar e 13%, piorar.
É possível observar também que a crise não afetou a capacidade das famílias de fazer grandes investimentos, já que 43% acreditavam que este ponto iria melhorar e 15%, que iria piorar ao longo de 2009. Na tabela abaixo, é possível analisar os dados por classes sociais e regiões, para a resposta de que a situação vai melhorar:
| Classe/Região | Padrão de vida | Situação financeira | Capacidade de comprar | Capacidade de investir |
| A/B | 56% | 55% | 52% | 50% |
| C | 54% | 51% | 48% | 47% |
| D/E | 41% | 42% | 42% | 37% |
| Nordeste | 49% | 48% | 48% | 45% |
| Norte/Centro-Oeste | 57% | 56% | 49% | 48% |
| Sudeste | 50% | 51% | 47% | 44% |
| Sul | 40% | 33% | 37% | 32% |
Fonte: Observador/Cetelem
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Programação
De acordo com os dados, após três anos consecutivos de crescimento na intenção de aumentar os gastos no próximo ano, em 2008 esse resultado foi igual ao de 2007. Já a intenção de economizar cresceu 3 pontos percentuais. Isso significa que, para os próximos meses, a percepção do brasileiro é de que as economias aumentarão em maior proporção do que os gastos.
A pesquisa foi feita com base em 1,5 mil entrevistas domiciliares, em 70 cidades de nove regiões metropolitanas. A apuração foi realizada entre os dias 16 e 29 de dezembro do ano passado. Esta é a quarta de uma série de pesquisas realizadas no Brasil pela Cetelem.