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SÃO PAULO – O Brasil deve se tornar o quarto maior consumidor de smartphones até 2016, superando o Reino Unido e perdendo apenas para China (1°), Estados Unidos (2°) e Índia (3°). Atualmente, o País está na décima posição.
Os dados fazem parte de um levantamento feito pela consultoria de TI (Tecnologia da Informação) IDC. Para a consultoria, a economia em expansão, combinada com menores pressões inflacionárias, ajudou o Brasil a reduzir seus níveis de pobreza e aumentar a renda da população.
Smartphones
O resultado desse crescimento fez com que o Brasil superasse o Japão, em 2011, se tornando o terceiro maior mercado de computadores do mundo. Mas esse não é o único movimento percebido. Os brasileiros já estão no caminho para mudar seus dispositivos móveis, dos celulares tradicionais para os smartphones.
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As linhas de telefone móvel já superaram a população total do País. Os preços dos smartphones já estão inferiores a US$ 300 e as operadoras já introduziram planos de dados pré-pagos. Essa última novidade é especialmente importante para os consumidores brasileiros, já que a maioria dos usuários do Brasil adota a modalidade pré-paga.
Isso, basicamente, abriu as portas do mundo dos smartphones para consumidores que não seriam capazes de adquirir esses produtos de outra maneira. O estudo do IDC ainda revela que, se em 2012 o Brasil representa 2,3% das vendas de smartphones no mundo todo, em 2016 representará 4,7%.
Como medida de comparação, a China consome 20,7% de todos os smartphones produzidos no mundo, quase o mesmo do que os Estados Unidos (20,6%). A participação atual do Brasil se assemelha mais com a da Índia, de 2,9%. Para 2016, a estimativa é de que a participação da Índia suba para 9,3% e a dos Estados Unidos caia para 15,3%. A China ficará praticamente com a mesma participação, de 20,2%.
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Vendas de smartphones no Brasil
A consultoria ainda revelou que, em 2011, o mercado brasileiro bateu recorde de vendas de smartphones, chegando a aproximadamente 9 milhões de aparelhos vendidos. Houve um aumento de 84% em relação ao ano de 2010, quando foram comercializados 4,8 milhões de smartphones no Brasil.
Para o IDC, elementos como ampliação de portfólio de celulares inteligentes pelos fabricantes, oferta de pacote de dados e subsídio para a compra de smartphones pelas operadoras, crescimento da participação do varejo na venda destes dispositivos e o próprio avanço da tecnologia ajudaram a impulsionar as vendas.
Para este ano, a expectativa é que sejam vendidas 15,4 milhões de unidades, número 73% maior do que o apontado no ano passado. No ano passado, foram vendidos 17 aparelhos por minuto nas lojas brasileiras.
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Os emergentes
A consultoria também ressaltou que os países emergentes serão os principais responsáveis pelo crescimento das vendas dos smartphones no mundo, nos próximos anos. A China, por exemplo, assumirá a posição de principal compradora, antes ocupada pelos Estados Unidos.
“Devido ao seu tamanho, à forte demanda e às taxas de substituição dos dispositivos, os mercados emergentes estão se tornando rapidamente os motores do mercado de smartphones”, afirma o analista sênior de pesquisas do IDC para o mercado de telefonia móvel, Ramon Llamas.
Os consumidores dos países emergentes querem mais do que serviços básicos de voz. Eles querem justamente o que os smatphones podem oferecer, como acesso às redes sociais e entretenimento em geral, além de serem ferramentas para o ambiente de trabalho.
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Destaques da China e Índia
Em 2011, a China detinha 18,2% de participação no mercado de smartphones no mundo, inferior os 21,3% dos Estados Unidos. Para 2012, a participação chinesa subirá para 20,7%, enquanto a americana cairá pra 20,6%.
Os preços dos smartphones com o sistema operacional Android, abaixo dos US$ 200, foi um importante segmento em 2011 no país asiático. Os baixos custos dos dispositivos na China devem se manter e ser o principal elemento a impulsionar as vendas este ano.
O mercado indiano também vai observar um expressivo crescimento em 2012, resultado dos investimentos das operadoras, que deverão apostar nas redes 3G e no lançamento de produtos de baixo custo.