Banda larga deve custar de R$ 25 a R$ 35 em programa nacional, diz Bernardo

Ministro disse que discussão com presidente foi interrompida devido ao PAC 2, mas que será retomada entre março e abril

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SÃO PAULO – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira (18) que o governo quer criar um programa que garanta acesso à internet banda larga com preços acessíveis, que variem de R$ 25 a R$ 35 por mês.

Neste caso, não haverá venda casada, que acontece quando a operadora oferece internet com o telefone fixo, uma vez que isso elevaria o preço ao consumidor.

De acordo com o ministro, a discussão sobre o assunto foi interrompida por conta da elaboração da fase 2 do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e deve ser retomada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao final de março ou em abril.

Para Bernardo, o Plano de Banda Larga do governo deve ser aprovado com rapidez pelo Congresso. “Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”.

Rede
Bernardo disse ainda que vai ser usada a rede de fibra ótica da antiga Eletronet, pertencente ao governo, sendo que o mecanismo de acesso pode ser feito por meio de parceria com empresas privadas.

“[A empresa]  terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível”, afirmou, segundo a Agência Brasil.

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Segundo o ministro, o uso de cabos de eletricidade está sendo testado pelas distribuidoras de energia elétrica e pode ser mais uma opção de acesso à banda larga com preço menor. Sistemas de rádio ou via satélite também serão alternativas consideradas.