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SÃO PAULO – Na tentativa de escapar da crise financeira mundial, clientes de bancos comerciais têm migrado para instituições de poupança e caixas econômicas. A informação é do presidente do WSBI (Instituto Mundial de Bancos de Poupança), José Antonio Olavarieta.
De acordo com Olavarieta, nestas instituições, os depósitos contam com cobertura e os riscos de empréstimos são menores do que nos bancos comerciais, pois são operações de longo prazo.
Além disso, segundo publicado pela Agência Brasil, para o presidente do Grulac (Grupo Regional para América Latina e Caribe), José Luis Mardones, os bancos de poupança estão bem capitalizados e não fizeram aplicações nos ativos que geraram a atual crise.
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Crise de confiança
A fuga de clientes de bancos comercial para instituições de poupança e caixas econômicas tem se tornado fenômeno bastante comum especialmente na América Latina. O motivo, segundo o presidente do WSBI, seria o fato de que, no continente, a crise não é de liquidez (recursos facilmente disponíveis), e sim de confiança.
“Os clientes têm sentimento de pertencimento a instituições que os conhecem, que tenham proximidade”, explicou Olavarieta.