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SÃO PAULO – O Banco Central irá trocar 1,6 bilhão de cédulas de dinheiro este ano, operação que deverá custar R$ 200 milhões. O motivo para a reposição é o desgaste pelo uso diário.
Conforme afirmou o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho, a cada ano, é necessário renovar 30% das cerca de quatro bilhões de cédulas em circulação no Brasil. “É uma taxa de renovação razoável”, afirmou à Agência Brasil.
Notas de menor valor (R$ 2 e R$ 5) têm vida útil de um ano, pois são mais usadas pela população. As cédulas de R$ 10 e R$ 20, por sua vez, costumam durar um período de um ano e meio a dois anos. Já as de R$ 50 e R$ 100 chegam a ter três anos de duração.
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Destruição prematura
Um problema que tem preocupado o BC, de acordo com Figueiredo, é a quantidade de notas que são destruídas prematuramente – por vandalismo, falta de cuidado ou intencionalmente -, prática que inutiliza 20% das cédulas em circulação.
O custo destas perdas oscila entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões por ano. “Se a população tivesse mais cuidado, não precisaríamos repor essas cédulas”, afirmou o chefe do Departamento de Meio Circulante.
O BC lançou em 2007 uma campanha na televisão e rádio alertando sobre os cuidados que as pessoas devem ter com o dinheiro.