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SÃO PAULO – Depois da forte queda do preço da gasolina nos meses de janeiro e fevereiro, quando a Petrobrás concedeu uma redução de 25% no preço das refinarias, o preço do combustível já foi reajustado três vezes desde então, no final de fevereiro (+2,2%), em meados de março (+9,5%) e no início de abril (+10,2%).
Além disso, a complicada situação no Oriente Médio e o sistema de “gatilho” para o reajuste dos preços dos combustíveis, que permite à Petrobrás aumentar a gasolina sempre que o preço do petróleo superar 5% de alta, fizeram com que o Banco Central revisasse as perspectivas para os preços da gasolina até o final do ano.
Gasolina deve subir mais 4,9%
Apesar das recentes altas, o consumidor deve preparar o bolso para mais aumentos, pois o Banco Central acredita que o preço da gasolina deva subir mais 4,9% até o final do ano. Porém, com as fortes quedas do início do ano, a gasolina deve encerrar o ano em baixa de 6,6% em relação aos preços cobrados em dezembro do ano passado.
O BC também revisou para cima as projeções para o reajuste das chamadas tarifas públicas administradas por contrato e monitoradas, dentre elas os combustíveis. A instituição, que acreditava que o aumento nos preço médio dessas tarifas atingisse 6,8%, trabalha agora com perspectiva de alta em torno de 7,2%. Porém, para 2003 as projeções foram diminuídas de 4,5% para 4,3%.
Preço do gás de cozinha também deve subir
O consumidor deve ser ainda mais prejudicado com os fortes reajustes nos preços do gás de cozinha, que já subiram 16% desde o início do ano. Para 2002, o Banco Central estima que o butijão de gás deva ficar 30% mais caro que no final do ano passado, já que, assim como a gasolina, o gás de cozinha tem como principal matéria-prima o petróleo, cujos preços no mercado internacional estão em alta.
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Porém, os preços da energia elétrica devem sofrer reajustes menores que o esperado. O BC estima que os preços da eletricidade deverão ser elevados, em média, cerca de 15%, inferior à previsão anterior, que apontava alta de 16,6%. Para o próximo ano, a previsão de aumento nos preços também diminuiu, caindo de 13% para 12,7%.