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SÃO PAULO – Mesmo depois de quatro horas negociando, bancários da Caixa Econômica Federal não chegaram a um consenso sobre o futuro da greve na instituição. O encontro, realizado na última quarta-feira (3), foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (4). Enquanto isso, a paralisação – que atinge 70% das agências da rede – continua por tempo indeterminado.
De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a diretoria da instituição não apresentou nenhuma proposta aos trabalhadores. De maneira geral, a categoria reivindicava reajuste salarial de 10,3% (ou 5,5% de aumento real), participação nos lucros de até dois salários mínimos por ano e uma parcela fixa de R$ 3,5 mil.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) liberou a criação da 13ª cesta alimentação no valor de R$ 252,36, aumento de 6% nos salários, auxílio refeição de R$ 14,72 por dia e salário de R$ 1.287,73 para a função de caixa.
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Resultados
Ainda na quarta, a maioria dos sindicatos seguiu orientação do Contraf e aprovou proposta da Fenaban e do Banco do Brasil. Veja como está a situação em cada Estado:
- Aprovação de propostas entre bancos privados e Banco do Brasil, com permanência da greve na CEF: Acre (greve no Basa), Alagoas (BNB aprovado), Bahia, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Espírito Santo, Florianópolis (greve no Besc), Mato Grosso, Pará, Amapá, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Porto Alegre (Banrisul aprovado), Rio de Janeiro, São Paulo;
- Aprovação de propostas pelos bancos privados: Ceará (greve suspensa no BB) e Brasília (greve suspensa no BB).
Seus direitos
Segundo a Fundação Procon de São Paulo, a greve não desobriga os bancos de cumprirem com suas atividades essenciais, garantindo um mínimo de pessoas que mantenham em funcionamento os caixas eletrônicos e serviços on-line.
Caso isso não seja possível, a entidade informa que o consumidor pode recorrer à empresa credora, obrigada a indicar um local alternativo para que ele possa pagar suas contas.
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Além da internet e caixas eletrônicos, quem tem contas a pagar pode utilizar os correspondentes bancários, que funcionam em lotéricas, Correios, lojas de material de construção, supermercados etc.