Bancários anunciam greve. Abrangência da paralisação muda conforme Estado

Trabalhadores da CEF cruzarão os braços por tempo indeterminado. Consumidor deve ficar atento às contas

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SÃO PAULO – Após assembléia geral realizada na noite da última terça-feira (2), bancários de todo o País decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (3). De acordo com o Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros), a decisão foi tomada porque a Caixa Econômica Federal não apresentou avanço durante as negociações específicas com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

A categoria dos bancários reivindica reajuste salarial de 10,3% (ou 5,5% de aumento real nos salários), participação nos lucros de até dois salários mínimos por ano e uma parcela fixa de R$ 3,5 mil. Os trabalhadores pedem também a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24 e melhoria das condições de trabalho.

Durante a assembléia, a Fenaban apresentou proposta incluindo 13ª cesta alimentação no valor de R$ 252,36, aumento de 6% nos salários, auxílio refeição de R$ 14,72 por dia e salário de R$ 1.287,73 para a função de caixa.

Por localidade

A assessoria de imprensa da confederação detalhou que a abrangência da greve variará de acordo com o Estado no qual a instituição financeira estiver localizada:

Seus direitos

Segundo a Fundação Procon de São Paulo, a greve não desobriga os bancos de cumprir com suas atividades essenciais, garantindo um mínimo de pessoas que mantenham em funcionamento os caixas eletrônicos e serviços on-line.

Caso isso não seja possível, a entidade informa que o consumidor pode recorrer à empresa credora, obrigada a indicar um local alternativo para que ele possa pagar suas contas.

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Além da internet e caixas eletrônicos, quem tem contas a pagar pode utilizar os correspondentes bancários, que funcionam em lotéricas, Correios, lojas de material de construção, supermercados etc.